58 anos.
Hoje fiz 58 anos. Juntei 14 pessoas à minha volta. Podiam ter sido algumas mais. De quase todos ouvi as mesmas críticas, como diariamente ouço da Helena, dos miúdos e da Lígia. Parece, para eles, que escrevo com um ódio imenso algumas vezes. Parece, mas tal não é verdade. Não tenho espaço para tal sentimento. Nem por nada e muito menos por ninguém. Sou assim apenas. Limito-me a dizer as verdades que sei e da forma como as sinto. Seja por pessoas, por circunstâncias, por mentiras e bastantes omissões. Desprezo o poder e de quem dele depende. Desprezo tudo isso. A hipocrisia, o cinismo a educação e a compostura, por vezes aristocrática, para mim, serão sempre dispensáveis e horrorosas, porque nada acrescentam, nada criam nem nada significam. Não odeio ninguém, porque não me dou a esse trabalho desgastante de odiar. Há muita gente, que para mim morreu, com toda a naturalidade do mundo, simplesmente porque não merece um décimo de segundo da minha atenção. Apenas iss...


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