A espuma dos dias.
Hoje tivemos uma visita inesperada cá em casa. Depois de almoço e até ao final do pôr do sol. Não interessa quem foi, apenas porque não interessa nada. Fomos ficando a conversar na varanda. Lanchámos calmamente. À saída pediu-me: “não digas mal da Vieira. Podias ser um gajo respeitado, só não és porque não queres”. Fiquei a pensar nisso. Quando tivemos dos nossos pais, hoje dos nossos filhos, da nossa mulher e dos nossos Amigos, o respeito e a admiração, não é necessário mais nada. Foi o que no fim de semana passado o António me deixou dito aqui, na Nazaré. Sinto que já levei toda a pancada da vida e das pessoas que deveria ter levado. Algumas, de forma inesperada e absolutamente injusta. Mesmo dos mais próximos. Bem próximos mesmo. Nesta altura, não pretendo agradar a ninguém. Não é esse o meu propósito. Tenho algumas coisas importantes para fazer ainda. Os meus filhos e a minha mulher sabem. Só isso importa. Respondi-lhe depois por mensagem: “sab...









