O IDV e o meu primo Jacinto Teodósio.
Sempre odiei os caladinhos. Os que nem nunca ninguém sabe o que são. Por vezes nem eles próprios. Uns deixam-se estar sempre à espera de melhores dias ou de grandes oportunidades para atacar. Outros, os mais inteligentes, ficam no fundo do mar e deixam-se picar por criaturas marinhas e sofrem, até à hora de se encherem de si mesmos e engolirem a presa. Aprendi isto no monumental filme ‘Gladiador’, porque a sequela foi uma vergonha. Tenho, como todos temos uns tipos da nossa família assim. Hipócritas de araque, que sempre fogem aos seus compromissos familiares, fingem-se indiferentes em partilhas e desgraças, tudo no seu silêncio estudado. Uma vez o Afonso do IDV pediu-me para falar com o meu primo Jacinto Teodósio que tinha vendido ao Clube um pequeno pinhal e estava aflito porque esperava há anos pelo seu pagamento. Evidentemente que falei. O Jacinto nunca foi um homem fácil, mas só me disse: “estou cansado de ser o mau da fita”. Havia alguém que, na sombra o ...








