A enorme dignidade de quem tem a memória certa.
Foi uma sublime evocação da Presidente da nossa Assembleia Municipal, Professora Doutora Catarina Sarmento e Castro que se levantou hoje num exercício de luta contra o esquecimento. Um breve toque no divino por parte da nossa Presidente. Sensibilizados ficámos eu e os meus filhos, porque nos bastou e orgulhosos e agradecidos estamos. Nunca pedimos nem reivindicámos absolutamente nada acerca da memória da nossa tia. A rigorosamente ninguém. Antes pelo contrário! “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” Este é o princípio do maior poema escrito em língua portuguesa: «A tabacaria» de Álvaro de Campos. Incluí-o nesta carta, simplesmente porque ele encerra a vida toda, na sua forma mais fugaz, como uma breve, bem breve e curta passagem. No entanto, e em simultâneo, evoca o sonho que teima sempre em permanecer, em todos ou quase todos os nossos pequenos e grandes momentos. Porque a vida, a nossa vida...

.jpg)






