Aos Vulgares da educação esmerada.
Aos prudentes com manifesta educação Que a tudo calam pelos maiores princípios, Do saber estar, do saber ser e falar o conveniente e o esperado, Mas que nada falam, do que verdadeiramente importa. Nem abrem, porque apenas querem fechar a porta A todos os que a desejam trespassar, Com a palavra, a razão e a coragem De quem não teme, porque pouco ou nada conta, Para além do dever de gritar a certa opinião. A todos vós, os com educação de berço ou de formalismos educados. Aos que se opõem aos irracionais, Daqueles que afrontam, sem medo, os rituais E trazem para casa a desilusão e ficam quase sempre sós. Aos formalismos ridículos que a todos vós agradam, Porque essa maioria desclassificada, Domina, oprime e tudo vence. Em nome de princípios que não têm. Só os da ascensão na escala social, política, das vaidades e prebendas. A todos esses, que nos esmagam, denigrem e achincalham, A todos vós buscadores de sinecuras, de palco, sinistras vaid...







