Bacias cheias que transbordam.
Ainda sou do tempo de se ir buscar água à Fonte da Formosa. Água para beber. Até havia a família dos ‘impelicos’ que vendia água dessa fonte em cântaros de barro. Passados 5 ou seis dias da tempestade que não destelhou a minha casa, e após mais uma noite em claro, vinha eu da pastelaria da Vieira e encontro-me com uma ex-professora do ensino primário aposentada que me perguntou como estava, dizendo-me que tinha de ir ao Continente comprar água para pôr na sanita. Respondi-lhe amavelmente que poderia estar melhor se as portas do Café Liz estivessem fechadas aos seus clientes, nem que fosse temporariamente. Respondeu-me que apreciou bastante a posição do dono do café, porque “psicologicamente tinha sido muito positivo para a população”. Disse-lhe que nem ia a jogo com esse argumento, porque não tinha qualquer paciência e disponibilidade mental para contrapor aquele tão inteligente argumento. “mas não ficas chateado comigo, pois não?”. Eu disse que já não tinha idade para me aborre...









