A Vida é um enorme sorriso!
O número 22 do Largo da República ... Nunca será um número qualquer para nenhum de nós. Isso nunca será. Foi a primeira porta que todos atravessámos, após o nosso nascimento. Bem sei que poucos relevam rituais. Coisas parvas, ainda mais porque profanos. Exemplos simples e aparentemente sem significado, porque nada têm de divino, de sagrado e de importante. Já para mim, que os inventei, sem que ninguém os tivesse dito, porque sabia apenas que tinha sido a primeira porta que atravessei. Só por isso. Fiz questão que tanto o Manel, o António e o João por ela tivessem cruzado pela primeira vez. Acabados de nascer, tal como eu. Criei esse ritual, que espero se perpetue, por anos e anos com os filhos e netos deles. Procurei ir-lhes ‘dizendo’ que aquela Casa para nós era Sagrada. Não por ser antiga. Não por ter sido construída pelo meu bisavô Jacinto em 1905. Nada disso. Mas porque o meu avô António nela viveu, sofreu diversas humilhações de alguma elite intelectual e política ...








