Osvaldo Castro e a certeza nos ‘insubstuíveis’.
Pelos meus 25 ou 26 anos, fui apresentado num sábado à tarde ao Dr. Osvaldo Sarmento e Castro no seu escritório. Disse que era economista e tinha regressado muito recentemente para a Vieira. Nessa altura ainda existia o jornal ‘O Correio’, fundado pelo Dr. José Vareda e mais tarde dirigido pelo Dr. Osvaldo Castro e finalmente pelo Dr. Rui Rodrigues. Era um jornal sério, como todos deveriam ser. Publicava notícias concelhias e diversos artigos de opinião, sempre assinados por gente de ‘primeira água’. Assim que olhou para mim, com aqueles olhos de curiosidade e cerimónia, só diz em voz baixa e serena: “chegou a hora da sua geração”. Vá pensando nisso doutor. Serão vós e outros como vós que se encontram agora na primeira linha”. Fiquei em silêncio, como sempre fico, quando estou em presença de alguém muito superior, quase um mito. Estava completamente deslumbrado na presença daquele Homem. Discreto, com aquela voz, com aqueles cigarros SG filtro, com aquela delicadeza e c...


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