Paulo Vicente.
Tu e eu sabemos bem porque nos deixámos de falar durante dois anos. Tu e eu sabemos como nos reconciliámos. Foi no funeral da minha tia, lembras-te? Eras Presidente de Câmara e tinhas uma reunião importante na CCDR nesse dia e à mesma hora. Faltaste. Pediste-me licença para usar da palavra. Lembras-te? Quem era eu para te dizer que não pá? Quem era eu? Hoje, passados tantos anos, quem sou eu para te dizer o que for? Quem sou eu? Lembrei-me disto apenas porque, concedi que seja aposta uma plaquinha com o nome dela na minha sagrada Casa. A dizer o óbvio. Só isso. E nada mais. Em tempos tão sinistros e tristes, quando a história se pretende preservar dignamente e sem exageros de memórias histéricas, porque exageradas, importa dizer apenas: “obrigado!” Nada mais que isso. Nada mais.







