As Curvas de uma mulher e as 'Farpas' de Ramalho Ortigão e do Eça. Nada a ver.
Existem poucas coisas esteticamente mais belas que o corpo nu de uma mulher. Deitada de lado, com as suas curvas logarítmicas, onde se podem passar suavemente os dedos, desde a cara aos pés, com toda a suavidade e tempo. Digo isto, porque me foi sugerido que escrevesse apenas acerca de ‘banalidades’. Coisas que não perturbam. Ou, perturbam pouco. Para quem gosta, como eu, do confronto, do debate e da troca de argumentos e de ideias, esta sugestão é manifestamente ridícula, ainda mais vinda de alguém que me conhece profundamente. Tenho hábitos de leitura desde o final da adolescência. Muitas vezes compulsivos. Ecléticos e com poucos filtros. Adoro as coisas do Eça, como penso que todos sabem. Existe uma obra escrita a duas mãos. A dele e a do Ramalho Ortigão. As Farpas. O contrário do corpo de uma mulher nua, porque o oposto da suavidade. Vejamos o que foram: “As Farpas foram, assim, uma admirável caricatura da sociedade da época. Altamente críticos e irônicos, est...








