Jornal da Marinha Grande.
Um dia houve em dezembro passado, que senti uma enorme necessidade de conversar calmamente com o António José Ferreira. Nunca disse rigorosamente nada a ninguém. Nem à Helena, nem ao Paulo Vicente com quem falava todos os dias até às quinhentas da manhã. Pedi-lhe um almoço no Ledo e telefonei à Profª Élvira para que nos acompanhasse. Coitada. Teve medo que entre nós as cadeiras se esbardalhacem e disse-me que tinha de dormir acerca do meu convite. Disse ao Tó Zé depois: “olha lá pá, a Élvira tá com medo que tu e eu não tenhamos compostura um com o outro, convida-a tu e não lhe digas que te disse nada”. “Tá bem, eu gosto é das coisas assim, disse-me o diretor”. No outro dia a profª Élvira respondeu-me: “o Tó Zé convidou-me para o vosso almoço. Não tive coragem para lhe dizer que o Rui já me tinha convidado. Lá estarei. Vejam lá como se comportam meninos.” Foi um almoço agradável. Com uma única preocupação. Só temos um órgão de informação. E tinha, na nossa opinião u...








