Amanhã.
Daqui a pouco, mais um almoço nesta casa, onde nunca pensei viver, mas que se encontra sempre repleta de Amigos. Meus, dos meus filhos e da Helena. A minha mãe dizia-me que nunca poderia imaginar a tranquilidade que o mar da Nazaré me devolveria. Nunca lhe dei importância, porque a Nazaré sempre me esteve distante. Era um casebre, com enormes problemas de partilhas por 17 metros quadrados que moralmente sempre pertenceram à minha mãe e à minha tia, mas aos quais os seus irmãos nunca renunciaram. Gente sem valores, nem propósitos. 17 metros quadrados a dividir por mais de vinte primos. Moralmente sem direito a um centímetros que fosse. Tem sido a minha cruz lidar com escroques. Tanto na Nazaré como na Vieira. O meu pai sempre os desprezou e deixou a minha mãe sozinha nessas contendas. Resolvia-as eu, com um murro na mesa e milhares de euros em cima dela. Resolvido ficou para ‘encanto’ de toda essa sinistra gente e dos seus descendentes. Resolvi. P...








