Ao diseur de banalidades.
Ao que se levanta no fim de todos falarem, para dizer o que não foi dito e mais não diz que mediocridades de circunstância, Ao que pensa que mais sabe da vida e dos homens, Ao cobarde que fala o que acha merecer aplauso público, Ao que nunca faz e manda tudo fazer aos outros, Ao que não se liberta de profundos afetos do passado, Onde tudo foi e nada agora significa, A esse, O maltrapilho da Alma e da Vida. Ao sem memória sem respeito nem respeitabilidade, Ao canalha. Ao triste. Ao nunca conhecedor da paixão, do amor e das mulheres. Ao que nunca teve um "orgasmo" digno desse nome, sem sentir culpa, porque o prazer não acarreta culpa, Porque o prazer é o prazer e Deus com ele. Ao que nunca teve coragem de dizer ‘basta’ ao seu Próprio sofrimento e por isso gosta de tentar infligir sofrimento nos outros. Ao ‘puro’, Ao mentiroso e falso virtuoso, Ao cagão, Ao militante da soberba e dos sagrados princípios, Ao invejoso, A ti...









