Casamentos.
Já me casei algumas vezes. Muitas mais estive perdidamente apaixonado, desde os quinze anos, quando vi a minha primeira namorada completamente nua. Uma visão completamente inesquecível. Sempre fui um pinga amor. Nestas coisas, sempre adorei formalismos. Casar-me é um deles, mas essa opção acarreta imenso trabalho. Papéis para aqui e para ali e quando as coisas se desfazem ou por isto ou por aquilo, e com todos os incomensuráveis sofrimentos, volta a ser, papéis para aqui e papéis para ali. Uma chatice! E o sofrimento continua sempre, com anos e anos de luto. Não sei quantas vezes pedi a Helena em casamento. É pá gosto de me casar, porque tal como dizia o Vinícius que se casou 9 vezes: “que seja eterno enquanto dure”. Sempre recusou. E recusa. Entendo isso e resolvi adotar outra estratégia. Simbólica e sem burocracias desnecessárias. Comprei umas alianças de casamento com nomes e datas e escolhi o momento certo. Só que isso exigiu da minha parte um longo processo...









