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28 de janeiro num sonho esquisito.

Nunca dei importância a sonhos. Pelo menos àqueles que todos temos quando estamos a dormir, porque os outros, quando estamos acordados, de uma forma ou de outra, sempre me perseguiram e alguns ainda perseguem. No bom sentido é claro. Na noite de 26 para 27 de janeiro, a dormir profundamente em Leiria, sonhei uma coisa inexplicavelmente estranha de tão inesperada e absurda. Estava em cima de uma prancha de surf (logo eu, que nunca me aventurei nessas andanças), deitado de barriga para o ar na maior tranquilidade possível. Nem ondas existiam. Só uma ligeira brisa refrescante. Nada mais que isso. De repente a água começou a ficar agitada e obrigou-me a sentar e olhar para todo o lado. É quando vislumbro um enorme muro de água vinda do poente, com dezenas de metros de altura. Rapidamente constatei que estava tramado. Nem valia a pena remar com os braços para tentar chegar à praia. Não havia tempo para isso. Entro em pânico, sabendo que ia ser engolido por aquele enorme turbilhã...

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