O Psiquiatra Armando Constâncio.

 

 


QUANDO UM GRANDE AMIGO SE ESFORÇA PARA PERDER AMIZADES DE MUITOS ANOS E NÃO PERCEBE.

Caro Rui António, como mais uma vez o meu nome é mencionado, quero fazer uma declaração prévia;

> Até 1994, primeiro mandato do Álvaro Órfão, nunca tinha ouvido falar de si.

>No final desse mandato, no início de 1997, por que me fui apercebendo do seu potencial, perguntei por que razão não o estavam a considerar na formação das listas.

> Alguém, aí da Vieira, se encarregou de dizer, -"não se meta nisso, ou nem pense nisso", sem me explicar mais nada.

> Muito mais tarde, já eu tinha saído da Câmara há muito tempo, tive oportunidade de participar numa tertúlia entre amigos, na sua velha casa da Praça da República, onde confirmei o que já pensava: - O Rui António que me convidou naquele dia, correspondia ao Rui António de quem aprendera a gostar à distância. Culto, multifacetado, comunica e escreve muito bem e frontalmente genuíno.

> É esse Rui António que quero preservar e faço um esforço para relativizar "estados de alma" que o levaram, muitas vezes, a grosseiras ofensas pessoais.

Continuo com o mesmo posicionamento.

Posto isto, dado que se deu ao trabalho de editar um comentário em que coloquei um like, o publicou e comentou ao seu estilo, permita-me esclarecer o seguinte:

- Em 20/08/2022, o Rui António publicou no seu blog Praça da República", sob o título ARU, um texto de que destaco estes parágrafos;

"A minha casa é de 1905, tem, portanto, 117 anos (não 30, como é exigido), encontra-se em elevado estado de degradação, possui um café dos mais movimentados da Vieira no seu R/C e necessita de obras de demolição, restauro e reconstrução urgentes.

Não me considero mandatado por qualquer outro ou outros proprietários que residam no centro. Só a mim represento."

Foi o Rui que escreveu e também foi o Rui que requereu uma vistoria urgente, porque considerou que o edifício, já frágil, completamente destelhado pela tempestade, pudesse desabar e pôr em risco a vida de pessoas e bens.

Quase de imediato, o Presidente da Câmara fez o que lhe compete, face ao risco eminente, nomeando uma comissão, constituída de acordo com as regras habituais.

Eu parto do princípio que os elementos desta comissão nunca tenham feito uma vistoria antes, podendo concluir que eles não sabiam o estado do prédio antes da Kristin, mas o Rui sabia, porque o escreveu em 2022.

Aos técnicos não cabe determinar a causa da instabilidade do prédio. O que lhe compete é determinar, nas condições em que ele se encontra no momento da vistoria, quais as medidas a adoptar para salvaguardar pessoas e bens e foi isso que eles fizeram.

O RESTO Rui, como costuma escrever, é só o RESTO e desse resto, nem os técnicos da autarquia, nem os vereadores, nem o Presidente teem nada a ver.

Um abraço.”

Armando Constâncio

Costuma dizer-se que uma imagem vale mais que mil palavras. Concordo. Mas um espelho de palavras escritas, vale muitas mais.

Irei escrever uma resposta breve ao comentário supra do Exmº Senhor Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, que deveria andar assoberbado na tentativa de resolução dos enormes problemas concelhios, mas ainda assim, consegue arranjar algum tempo precioso para me tentar responder nas redes sociais.

1º Saúdo a sua genuína e comovente preocupação com o rompimento total e unilateral de uma profunda relação de Amizade que mantinha com o atual Presidente do Município há mais de cinquenta anos.

Acontece que as minhas opções pessoais são as minhas opções pessoais. Nunca lhe disseram respeito. Ainda mais vindo de um homem que não as possuía há um ano atrás. Nem dirigiam a palavra um ao outro em reuniões partidárias e quando o senhor usava da palavra o Presidente eleito levantava-se e saía da sala.

Mas, na política, nos negócios e nas conveniências essas coisas aceitam-se. São apenas vulgaridades de interesses partilhados. Fizeram as pazes e ganharam com todo o mérito as eleições;

2º Após cuidada pesquisa nos meus 707 textos encontrou um de agosto de 2022, onde pretende usar esse meu escrito contra mim próprio. Nessa altura encontrava-me completamente sozinho a lutar pela criação da Área de Reabilitação Urbana da Vieira e escrevi o que reproduz. Nem a minha Junta, nem qualquer membro da Assembleia de Freguesia, nem a Câmara maioritária com um presidente e 4 vereadores, nem os vereadores da CDU manifestaram, antes de mim, qualquer interesse nessa problemática. Nem qualquer deputado de nenhuma bancada da Assembleia Municipal o tinha feito. Por isso fui, por duas vezes, intervir na reunião do executivo;

3º Em finais de junho de 2020 e  a meu convite entrou naquela velha casa pelas 17.30 h e saiu pelas 4 da manhã. Foi num jantar de aniversário que partilhei com cerca de 5 pessoas. Não me recordo de o ter visto com medo que algum barrote lhe pudesse cair em cima;

4º Em 2017 (aquando do furacão Lesley) refiz todo o telhado em 48 horas;

5º Em 2018, refiz toda a canalização da casa, fazendo ainda nesse mesmo ano a recuperação e isolamento integral de uma parede mestra;

6º Em 2023 contratei uma engenheira civil para que fosse verificar toda a estrutura de madeiras do imóvel;

7º Em 2024 mandei instalar toda a parte eléctrica (nova) do primeiro andar e sótão. Obra barata, como deve calcular;

8º Em 2025 desloquei a minha casa uma empresa de carpintaria para verificar a robustez das madeiras;

9º Ainda em nesse mesmo ano, comecei a retirar toneladas de peso do primeiro andar. Porque quis e não porque me o tivessem recomendado;

10º Em maio de 2025 perdi um inquilino no prédio contiguo do qual sou proprietário e comecei, lentamente, a arranjá-lo para o poder habitar. A minha casa encontrava-se extremamente desconfortável porque apenas possuía um quarto habitado e uma sala moderna;

11º Em dezembro comecei as minhas mudanças;

12º Aquando desta tempestade, a minha ÚNICA preocupação foram os clientes do Café Liz que o continuaram a frequentar diariamente. Tinha medo que uma desgraça acontecesse em cima da outra, por isso e só por isso, requeri uma vistoria urgente, uma vez que era a única forma de fechar compulsivamente as portas do café, face à manifesta intransigência do proprietário do negócio em proceder em conformidade com as conclusões da vistoria técnica e respetivo despacho do Presidente;

13º NUNCA COLCOQUEI EM CAUSA a vistoria da Câmara. Opus-me apenas ao prazo de cinco dias que me foi atribuído para realizar as obras a que me encontro obrigado e ainda ao facto inclassificável de que todos os hectolitros de água que escorreram pelas paredes, foros, soalhos e tetos nos três pisos não tivesse tido como sua origem o destelhamento provocado pela tempestade.

Pelos vistos, tudo isto que tenho escrito não o fazem mudar de opinião.

Como nota final e porque pesquisas faz quem sabe e quem quer devolvo-lhe um escrito da sua autoria datado de 30 de março de 2024, faz agora dois anos veja lá, em que como resposta a um texto em que lhe relembrava a sua posição sobre os vereadores eleitos pelo Partido Socialista me resolve responder desta maneira, como reputado psiquiatra que, pelos vistos, também é. Deve estar em acumulação de funções.

Olhe Constâncio, como dizia o grande Eça de Queiroz, que tenho a certeza que leu, produziu esta eterna e oportuna frase:

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão"

Poderia dizer que se lhe aplica na perfeição, mas não quero ser deselegante. Este seu cuidado e assertivo texto infra revela apenas um enorme preconceito sobre a saúde mental (dos outros, claro está). E de resto, a minha patologia, embora crónica, tem controlo químico e nada tem que ver com a PPB, como brilhante ou convenientemente diagnosticou há 2 anos atrás. Deveria ter ido aos seu consultório. Erro grave da minha parte, sem dúvida.


Armando Constâncio dixit:

“PPB

Perturbação de Personalidade Borderline é caracterizada por um padrão global de instabilidade no relacionamento com os outros, na autoimagem e nos afectos. Os indivíduos com esta perturbação experienciam, frequentemente, sentimentos crónicos de vazio, instabilidade afetiva devido à acentuada reatividade do humor, raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlá-la. Os indivíduos com esta perturbação apresentam dificuldades na manutenção das relações interpessoais. Os seus relacionamentos interpessoais são instáveis e intensos, caracterizados pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização. O modo como percecionam as pessoas que os rodeiam pode mudar de forma brusca e, perante algum tipo de desilusão ou contrariedade, tendem a ignorar o outro ou a manifestar irritabilidade/hostilidade. Posteriormente, sentem vergonha ou culpa das suas reações, que se manifesta através de intensa ansiedade e de sentimentos de desvalorização pessoal. Pessoas com Perturbação de Personalidade Borderline (PPB) podem revelar um padrão de “autossabotagem”, sobretudo quando estão perto de alcançar um objetivo (ex: abandonar um percurso académico imediatamente antes da sua conclusão ou terminar uma relação positiva quando a mesma se pode revelar duradoura). Para além disso, a existência de um padrão instável na esfera interpessoal pode proporcionar que sejam despedidos recorrentemente dos seus contextos laborais, assim como revelar uma sucessão de términos de relações e/ou divórcios. O tratamento desta perturbação faz-se com recurso a psicofármacos e psicoterapia (ex: Terapia Comportamental Dialética), sendo esta última a modalidade de tratamento principal, uma vez que trabalha os comportamentos e as crenças. Através da psicoterapia, procura-se desenvolver estratégias de regulação emocional e do controlo de impulsos, assim como o desenvolvimento de relações interpessoais mais adaptativas.

Apesar das semelhanças, há uma pergunta que poderá ser feita para distinguir estas duas perturbações: “Esta pessoa sempre foi assim, ou tem-se comportado dessa forma nas últimas semanas ou meses?”. Contudo, importa realçar que existem casos em que as duas perturbações podem coexistir.

Artigo elaborado por:

Ana Mafalda Carvalheiro

Médica Interna da Formação Especializada em Psiquiatria no Centro Hospitalar de Leiria

30/03/2022

Com pena e desgosto, tenho de voltar ao assunto:

Perturbação de Personalidade Borderline é caracterizada por um padrão global de instabilidade no relacionamento com os outros, na autoimagem e nos afectos. Os indivíduos com esta perturbação experienciam, frequentemente, sentimentos crónicos de vazio, instabilidade afetiva devido à acentuada reatividade do humor, raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlá-la. Os indivíduos com esta perturbação apresentam dificuldades na manutenção das relações interpessoais. Os seus relacionamentos interpessoais são instáveis e intensos, caracterizados pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização. O modo como percecionam as pessoas que os rodeiam pode mudar de forma brusca e, perante algum tipo de desilusão ou contrariedade, tendem a ignorar o outro ou a manifestar irritabilidade/hostilidade. Posteriormente, sentem vergonha ou culpa das suas reações, que se manifesta através de intensa ansiedade e de sentimentos de desvalorização pessoal.

12/12/2023

POST PUBLICADO HÁ 2 ANOS

Naturalmente, embora não tenha mencionado nomes, por detrás deste escrito há uma personagem. Uma pessoa que genuinamente apreciava, que escreve como poucos, culturalmente bem formada, mas, infelizmente, vítima de uma doença bipolar que o persegue.

No entanto, face às ofensas graves, insinuações torpes, ataques de carácter e canalhices próprias de um ser abjeto, tenho que dar nome aos bois. Rui António Pedrosa, que durante anos me bajulou e ainda há pouco tempo me tratava como o melhor vereador que a CMMG já teve, ultrapassou os limites, quiçá "picado" por personagens pouco recomendáveis. Desejo sinceramente que consiga controlar a sua doença mental, porque a de carácter não tem cura.

30/03/2024”

Armando Constâncio


PS:

Faça mas é o seu trabalho, como lhe compete, que para isso foi eleito. E deixe de se preocupar com os escritos dos munícipes e com as suas vidas privadas.

 Tem Vª Exª um Concelho para reconstruir ou isso não lhe basta?

 

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