Vai Fechar! Pela força das Circunstâncias.

 


O Café Liz continua de portas abertas ao público.
Caso aconteça alguma catástrofe pessoal, não me responsabilizo. Fiz tudo o que se encontrava ao meu alcance para o evitar.
Sou forçado a concluir que entre mim e o proprietário deste histórico café existem apenas duas palavras:
A LEI.
Desta vez sem truques jurídicos de algibeira fedorenta, falácias e mentiras mesquinhas, apenas porque agora se trata de um problema de perigosidade pública. 'Só' isso!
Bem me bastam os meus problemas, quanto mais carregar até à cova com as tuas irresponsabilidades e desrespeitos pela vida dos outros.
Lá nos encontraremos, podes ter a certeza, porque os tribunais, que eu saiba, não se fizeram para os cães. Oxalá não morra ninguém, entretanto.
Também por isso responderás, caso uma desgraça aconteça em cima de outra.
Para poderes teres ganho uns euritos no intermezzo.   
Arrogante, prepotente e ridículo. Sem valores, princípios e decência, como sempre foste.
Pede agora ajuda a quem te 'desenhou' a sublime estratégia  jurídica para mentires descaradamente ao meu pai, lembras-te?
Foi há 23 anos quando o teu pai te 'ofereceu' o Café pela módica quantia de 150.000 euros. Oferta essa que ainda te encontras a pagar. 

Louvado seja Deus e todos os que assinaram essa sinistra e falsa doação. Até o Dioguinho o fez.
Nessa altura, em 2003, venderam todos os vossos princípios por 40 contos de réis mensais. Sublime e enorme quantidade de renda. O que te permite agora pagares uma mensalidade de 246.72 € (volvidos 23 anos). Mas como sempre digo, alguém que vende os seus princípios seja por um euro seja por um milhão é porque nunca os teve.

Refiro-me aos princípios. Não ao dinheiro. Não os confundas, como sempre foi o teu caso!
O meu pai merecia, da vossa parte, outro respeito.
Mas a memória, a decência, a sensatez, a justiça, da vossa parte foi a que conseguiram ter.
Pergunto agora: o que fizeste para evitar o atual estado das coisas?

Manter a porta do café fechada?
Respondo: Rigorosamente nada.
Que Deus guarde todos os teus irresponsáveis ou ingénuos clientes que amanhã e depois disso entrarem pelas tuas portas.
Que Deus os guarde a todos de uma desgraça.
A culpa?
É da Kristen, tua, e dos teus nobres e sublimes conselheiros. E de mais ninguém!
Responderás por isso.
Profunda e 'esperada' desilusão!
Para mim passa, evidentemente, porque de ti há muitos anos que nada espero. Já tu, depois de tudo isto terminar, acumularás, como sempre, mais ódio, raiva, ressabiamentos diversos e inveja. 

Problema teu.
Bastava-te teres fechado as portas do café e serenamente aguardar.
Optaste por manter este estado irresponsável de coisas, por meia dúzia de euros/dia.
Essa atitude define-te. Integralmente.
E quando invadires novamente a minha casa para pregares pregos nas paredes e colocares lonas a boiar como o fizeste ontem, no mínimo, pede-me licença para entrares num espaço que nunca te pertenceu, porque isto ainda não é 'o da Joana'.
Eu nem na Vieira estava. Tens o meu nº de telefone, que tantas vezes te serviu.

Desta vez não. Nem me pediste licença para entrar, após uma semana e meia de teres tido o teu cafezito aberto e a chover lá dentro como na rua. Entraste-me pela casa dentro. Sem licença, sem pedido sem nada. Só a tua monumental e eterna chico espertice, camuflada de preocupação hipócrita!

Será que é por isso que não consegues falar comigo nem olhar para a minha cara e só consegues conversar com o meu filho mais novo que, de resto, te detesta, porque para ele, com apenas 21 anos, de um breve canalha te tratas? Não voltes a falar com o garoto. Simplesmente porque te respeita ainda menos que eu. Já para não falar dos outros dois. Qualquer deles te esbardalharia a cara, à tua primeira palavra.
Sabes, que quem quer ser respeitado, tem de se dar ao respeito. E tu, quando alguém te levanta o braço foges sempre para trás do balcão. Lembras-te das duas vezes em que isso aconteceu connosco? Provocaste. Ofendeste. Achincalhaste. Desonraste a memória dos meus. Até isso fizeste nessa noite. Fui ao meu limite. 

Levantei-me, aproximei-me de ti e levantei-te a mão. Lembras as duas coisas que aconteceram a seguir? Duas pessoas me agarraram enquanto fugias, como um rato de esgoto que abandona o navio quando o mesmo começa a afundar. 

Gostas muito de ladrar. Não passas disso. De um cão que ladra e provoca. Daqueles pequenos, que quando levam um pontapé, "caimmmmm, caiimmmm, caimmmm". És um cachorro de merda.

Pergunto-me, por vezes: como é que o meu avô António fundou um Café que um dia chegou a ser gerido por um escroque, malcriado, sem princípios, respeito e educação, como tu? Já para não falar do meu pai que o reconstruiu e foi avalista do teu nobre pai para que pudesse pagar o trespasse, porque nem nome tinha no banco para pedir três mil réis? 

Belas perguntas.

Um dia, por uma antena, há cerca de 20 anos e para evitar o pagamento de dez contos adicionais, 'comprou' por um garrafão de tintol o António Pereira, ilustre alcoólico da Vieira e meu confinante, um bocado de parede para a instalar. Lembras? 

E quando, há 40 anos, o BCP lhe ofereceu 70.000 contos, os teus paizinhos, coitadinhos negaram o trespasse do café? Desfizeram o negócio porque queriam que o meu pai recebesse menos 10 contos/mês por um espaço que estava arrendado a outro inquilino pelo valor que recebia na altura. Era o Shesseman. 

Já te esqueceste? 

Eu nunca!

Sabes porque escrevo tudo isto agora? Porque estou farto de todos vocês, das vossas misérias, mentiras, canalhices mesquinhas e ingratidões diversas.

São uns merdas. A pior gente que alguma vez conheci na vida.

Nunca me confrontes nem a mim nem aos meus filhos. 

Guarda tudo para o tribunal, porque é um lugar para gente civilizada. E lá irá o teu irmão escrever umas coisas que não assina como da outra vez em que me ameaçou com despedimento do banco, por não poder mencionar tudo o que sabia. Penso que era o dr. Pedro Loureiro, seu amigo e colega que se prestou a essas coisas típicas entre advogados. Um dá a cara e outro dá a escrita. 

E, como sempre, ficamos todos amigos uns dos outros.

Tou farto disso, pá.

Agora não estou vinculado ao sigilo bancário. Bem posso um dia destes provar a mentira onde assentou a vossa mesquinha e sinistra estratégia, para poderes poupar 40 contitos de réis por mês.

Filhos da puta!
Mas a vossa estratégia familiar foi desenhada para poderem ter poupado uns cobres e vomitado em cima do nome do sagrado avô dos meus filhos. E isso, os meus rapazes, nunca vos perdoarão.
Sabes, era aquele homem que te agarrou no colo bastas vezes, padrinho de batismo do dr. "Pedro Loureiro", que sempre adorou, o que construiu esse café onde te movimentas há 23 anos agradavelmente e que nem capaz foste de me dar os sentimentos no dia do seu funeral, nem a porta do teu café quiseste fechar, quando o seu caixão passou na tua frente, refugiado como estavas, atrás do balcão, onde hoje ainda te encontras, como quando fugiste de mim, para te poupares a uns tabefes.
 

Há memórias eternas Nuno.

Eternas.
Foi necessária uma desgraça enorme para me teres de entregar as chaves, entretanto.

Por motivos de derrocada.
As voltas que a vida dá.
Aguarda.

E, entretanto, vende jogo, umas minis, raspadinhas, jornais, revistas e euromilhões.
Foi o que te restou.
Imbecil e ingrato. Tal como o teu pai o foi, que assinou, com a tua mãezinha a 'doação' que disse que te fez sem nunca o ter feito e da qual ainda recebem mensalmente as tuas sagradas prestações.
Canalhas.
Todos vocês!
Tudo por 40 contos.
Ainda se tivesse sido comigo.
Mas foi com o meu Pai.
E isso não tem perdão nem esquecimento.
Choveu na minha casa toda, menos em cima desse miserável dossier, que, de resto, é o vosso espelho e a vossa identidade.

Mentirosos, ingratos e canalhas.

Todos vocês.

Todos, sem excepção.

As sagradas e sublimes sete assinaturas, que nela constam nessa asquerosa e 

vomitável escritura ou declaração ou doação ou a puta que vos pariu a todos.

Agarra-te a isso agora.

E quando tiveres que entregar as chaves do cafezito, escolhe o meu João para o fazeres ou, melhor ainda, envia-me tudo pelo correio. 

Sempre evitas alguns desconfortos físicos dos meus outros putos.

Bastas vezes o teu pai dizia que o Armando Teodósio só tinha as paredes do seu café. Importa responder-lhe agora: o filho do velho Armando Teodósio e os seus três netos afinal ainda têm as paredes, o teto e o chão. Ou as suas ruinas, como é o caso.  

Noutros tempos o teu ilustre e inteligente pai dizia também para quem o quisesse ouvir, cheio de soberba, tão típica dos cagões novos ricos desta vida (que nem ricos eram - tinham ganho uns tostões que nunca imaginariam algum dia poder ganhar, à custa de muito trabalho, é certo) com pouca ou nenhuma humildade e visão, que o local do velho café Liz não era importante, o serviço sim. 

Aconselho-te pois e na mesma senda, que te desloques ao abrigo das antigas instalações dos CTT, propriedade do teu nobre e generoso pai. Duvido, no entanto, de duas coisas: que te cobre a mesma renda que me pagas agora e que tenhas uma frequência, digamos, tão  dilatada de clientes, considerando mesmo todas as dezenas e dezenas de clientes que perdeste com os teus bons modos, durante 20 e tal anos.

Boa sorte.

247 euros por mês? 

Achas mesmo que o teu querido pai te arrendará aquele espaço por tanto dinheiro?

Afinal, até ficaste a ganhar. Deverá cobrar-te uns 50 ou 70 páus/mês, como perdulário e sem quaisquer interesses materiais como sempre foi. Por isso teve a alcunha de 'o Judeu'. Lembras-te? 

A Kristen até te ajudou. 

Já a minha casa vai cair sem ti lá dentro.

Graças a Deus.

É que não te desejo morto.

Sonho ver-te vivo e por muitos anos. Com saúde e conforto.

E longe de mim, claro. 

O suficiente para não ter de olhar para essa cara de ressabiado e de 'homem mais inteligente da Vieira'. 

Nunca gostei dos auto intitulados mais inteligentes de coisa alguma. 

São antipatias. Não me leves a mal.

E tu, bem vistas as coisas, tal como o teu nobre pai, sempre foram os maiores. 

Tenho nenhuma paciência para isso.

Prefiro confinar-me na minha mediocridade.

O que é que queres?

Que tudo te corra bem lá no antigo edifício dos CTT.

Sinceramente.

Deixa a minha casa cair sozinha. 

E em paz, sem ti lá dentro. 

De preferência. 




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