O Castelo de Cartas Começa a Cair.

 



Juro que não desejava voltar mais a este assunto, mas tornou-se, inevitavelmente, num Case study.





De facto, tudo isto começou a tornar-se extremamente divertido e exuberante. 

Como diz um grande filósofo vieirense: "e ainda agora é agora".

Tivemos na última reunião de Câmara uma votação extremamente sui generis. 

7 votantes. 3 da oposição votaram em abstenção por manifesta falta de informação, 4 votos a favor do executivo permanente.

O Vereador Dr. Sérgio Silva teceu as considerações que entendeu (e justas foram), mas ... votou contra tudo o que tinha acabado de dizer. Agora o vice-Presidente da autarquia que entrou neste tema mudo e saiu calado, hoje concorda com as minhas conclusões, distribuindo um 'like' completamente ridículo numa consideração que escrevi.

A Vereadora Carla Santana quietinha e caladinha vota favoravelmente que o furacão Kristen não foi responsável pelo estado a que chegou o meu telhado permitindo que milhares e milhares de litros de água tenham inundado todo o edifício e depois tivemos um Presidente que sem hesitações vota 1 despacho com duas adendas, desconsiderando a tempestade.

Como costumo dizer, a política é uma coisa séria demais para ser exercida por uma garotelha sem qualquer experiência para além de 'alguns, provavelmente poucos' méritos jurídicos e como catequista praticante e um pequeno déspota de circunstância, como foi o caso da Vereadora da Educação e do Presidente em funções.

Será que também se irão retratar? Onde e em que circunstâncias, pergunto eu, divertido.

Quanto aos Exmºs Vereadores da oposição espero que recolham ou lhes seja fornecida toda a informação de que necessitam. É que foram os únicos que tiveram uma atitude digna em todo este ridículo processo.

Todos sabemos que neste país nunca existem responsáveis, nem lhes são assacadas quaisquer responsabilidades.

Neste caso existem 9 'irresponsáveis'. 5 Técnicos e 4 políticos.

A saber:

Drª Inês Marrazes;

Arquiteta: Ana Filipa Pinto Pinhal;

Engº Jorge Manuel Lopes Junqueira;

Sr. Álvaro António Pereira Letra;

Srª Joana Patrícia Bernardo Marques;

Presidente: Paulo Jorge Campos Vicente;

Vice-Presidente: Armando Constâncio Santos;

Vereadora: Drª Carla Santana;

Vereador: Dr. Sérgio Silva.

São estes os (IR)responsáveis de serviço ao berço e mortalha da minha família toda.

E por isso responderão. Um dia. No local próprio. Todos e cada um!


 



 







Fiquem, todos descansados, entretanto. É que tenho coisas e pessoas muito mais importantes para mim com que me preocupar e os restos, como é o vosso caso, ficam sempre para o fim.

Os restos, ou seja, tudo o que é desprezível e revela incompetência e cobardia extrema.

Tudo isso nunca deve constituir prioridade para ninguém.

Para mim e neste contexto deverá ser a última coisa que deterá a minha atenção.

Mas, nunca vos esquecerei.

A nenhum de vós!

Podem ter a mais absoluta certeza disso.

Politicamente, este executivo permanente revelou-se e contra todas as minhas expectativas, um lar de idosos e um parque infantil. Paz às vossas almas!

É que a minha Casa e a razão que me assiste são para defender até ao fim.

Meteram-se com o Teodósio errado! Eu nunca trouxe sombras na testa, como Vª Exª me disse.

PS:

Um dia, era eu presidente da Biblioteca de Instrução Popular e depois de termos sido totalmente explorados pelo empreiteiro das obras de modernização de todo o edifício, e com a BIP no auge, concebemos uma Agenda Cultural para todo o ano 2004/2005. Com diversos eventos mensais sucessivos de dança, música, teatro, conferências, lançamentos de livros esgotados, edição de um CD do Rancho Folclórico apresentado pelo Maestro António Vitorino de Almeida numa conferência, exposições de pintura e escultura (com livros como catálogos por forma a que toda a gente pudesse 'levar as exposições para casa'), apresentei esse projeto ao Presidente da Câmara da altura, senhor Álvaro Órfão tendo selado um apoio de 25.000 € com um aperto de mão. Essas eleições foram ganhas pelo senhor João Barros Duarte e a palavra dada com um aperto de mão ficou mesmo nisso mesmo. Houve até gentalha do PS que se recusou a confirmar que esse acordo tinha sido estabelecido em reuniões de Câmara. Valeu-me o Então Vereador da Cultura Dr. Alberto Cascalho, honra lhe seja, com 5.000 euros.

Eu, com monumentais dificuldades financeiras pessoais, ofereci mais de 23.000 € à BIP porque entendi e ainda entendo, que os erros se devem pagar. E paguei-os do meu bolso, porque confiei de forma infantil, na pessoa errada.

Foi com este Teodósio (sem sombras na testa) que te meteste Paulo Vicente.

Se houver alguém com coragem ou argumentos que invalidem o que acabei de escrever que o digam e assinem.

Foi com este tipo com quem te resolveste meter agora! Para proteger técnicos camarários. Irresponsáveis. Cretinos e canalhas. Foi essa a gente que escolheste. Revela muito. Não dos 'técnicos' mas de ti e de toda essa gente que lideras nesse executivo permanente.

Eu, os meus filhos e a minha casa com esse execrável relatório que ratificaste (que até tem uma asna fora da parede mestra – coisa estrutural, importante e perigosa - quando no sitio está) nunca vos esqueceremos.

E podes dizer ao meu inquilino e ao seu gabinete jurídico que apenas farei as obras a que me encontro obrigado por Vªs Exªs. O mesmo é dizer que esse senhor nunca mais irá explorar o café porque tenho apenas que evitar a derrocada do edifício com escoras numa parede e em todos os barrotes e refazer o telhado.

Acho graça a que esse ilustre gabinete de advogados diga que nunca levantaram quaisquer obstáculos quando permaneceram com o estabelecimento aberto desde o dia 28 de janeiro ao dia 17 de fevereiro e só o fecharam por ordem coerciva.

Que notável colaboração!

19 dias aberto contra todas as recomendações, inclusive as do relatório da Câmara Municipal que lhe foi dada a conhecer por mim no exato dia em que as recebi.

Os chamados truques jurídicos habituais.

Grande gabinete jurídico de quem tudo se pode esperar. E com a V/ colaboração tal como vem escrita na segunda adenda que subscreveste. 

Como colaboram nas obras que estou obrigado a fazer, escusam de retirar tudo o que lá se encontra.

Nestas coisas, não há amigos, como me disseste, há cumplicidades incompreensíveis.

Ao que chegaste?

Reconstrói o Concelho, se fores capaz, porque a ti nunca conseguirás reconstruir.

É que já não és a mesma pessoa. E duvido que o voltes a ser.




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