O Sol que nasce e os triângulos equiláteros.

 


Quando se realizaram as obras de recuperação e modernização da Biblioteca de Instrução Popular eu era Presidente da Direção. Sempre preferi cargos executivos, onde se projeta e realiza trabalho. Outros cargos existem sempre neste tipo de Associações.

Nunca foram para mim.

São gostos.

Cada um tem o seu! Eu prefiro o trabalho ao discurso de circunstância breve.  

Essas obras estavam devidamente orçamentadas pelo Senhor Rui Azinheiro em 75.000 €. Tínhamos reunido essa verba.

Terminaram, decorridos 6 meses, em 220.000. Diferença pouca. Revela o que revela. Não interessa, porque estão todas devidamente liquidadas.

Aprendi uma coisa com o Arquiteto José Fava, que ofereceu o seu trabalho.

“Qualquer obra é como um triângulo equilátero. Tem três vértices e lados iguais. Um é o dono da obra, outro é o arquiteto que ouve o proprietário, partilha os seus sonhos e os desenha e o terceiro vértice é o construtor que a materializa.”

Nunca me esqueci disto e já lá vão mais de 20 anos!

Os donos da obra da minha casa são 4. Eu, o Manel, o António e o Joãozito. O arquiteto será o António. O construtor ainda não foi encontrado. Por enquanto. Amanhã teremos reunido capitais próprios mais que necessários e suficientes para arrancar com este sonho antigo.

Demorará algum tempo, evidentemente. Mas lá chegaremos os quatro.

Que ninguém tenha a mais pequena dúvida.

Quanto às dificuldades, nesta altura, só nos provocam uma enorme vontade de rir.

Porque, pelo riso é que vamos.

Pelo riso e pelo sonho.

A Vieira irá assistir ao renascimento daquela Casa, construída que foi em 1905.

Até lá!

E divirtam-se todos com as vossas vicissitudes. É que não há outra forma de conviver com a desgraça.

Só o riso, a vontade e o sonho nos libertam sempre.

O resto, como sempre digo, é o resto. O nada absoluto. A miséria das atitudes dos outros e a falta de carácter. E nada disso interessa.

Para nada.

Nem hoje, nem nunca.


Como foi dito, há 40 anos, aquando do trespasse do Café ao Banco Comercial Português, por aqueles que hoje se encontram de saída por um balde tremoços: 
"eles (os Teodósios), não têm onde cair mortos".
Passadas 4 décadas, afinal os Teodósios estão agora com uma sublime e robusta situação financeira e sim, têm onde cair vivos. 
Como se verá.


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