Jornal da Marinha Grande.
Um dia houve em dezembro passado, que senti uma enorme necessidade de conversar
calmamente com o António José Ferreira. Nunca disse rigorosamente nada a ninguém.
Nem à Helena, nem ao Paulo Vicente com quem falava todos os dias até às quinhentas
da manhã.
Pedi-lhe um almoço no Ledo e telefonei à Profª Élvira para que nos
acompanhasse. Coitada. Teve medo que entre nós as cadeiras se esbardalhacem e
disse-me que tinha de dormir acerca do meu convite.
Disse ao Tó Zé depois: “olha lá pá, a Élvira tá com medo que tu e eu
não tenhamos compostura um com o outro, convida-a tu e não lhe digas que te
disse nada”.
“Tá bem, eu gosto é das coisas assim, disse-me o diretor”.
No outro dia a profª Élvira respondeu-me: “o Tó Zé convidou-me
para o vosso almoço. Não tive coragem para lhe dizer que o Rui já me tinha
convidado. Lá estarei. Vejam lá como se comportam meninos.”
Foi um almoço agradável.
Com uma única preocupação.
Só temos
um órgão de informação. E tinha, na nossa opinião um único caminho.
Suplantar-se. Encontrar opinadores, reportagens, investigações e gente jovem e
com méritos reconhecidos para serem publicados.
Robalos frescos grelhados no Ledo, com o meu Joãozinho à
mesa. Nada mais gratificante.
Após isso, tenho verificado algum acréscimo de qualidade de
informação.
Insuficiente para o meu gosto. Até porque disse ao António José
Ferreira: “encontra toda gente com inteligência e facilidade de escrita de
todos os quadrantes políticos, sociais, profissionais, culturais, associativos
e desportivos. Procura, que vais encontrar, porque a Marinha tem massa crítica.”
Hoje penso o mesmo. Exatamente o mesmo.
Só temos um jornal, uma rádio.
Que sejam o melhor. Um exemplo de qualidade, de dignidade, de referência.
Quem não concorde, que vá ……… ler os outros e ouvir as
outras rádios e que lhes faça bom proveito.
É sempre mais fácil dizer mal do que temos.
Como bons marinhenses que somos.
Queremos o melhor e nunca conseguimos ter nada.
Mas acredito que todos poderemos contribuir para construir um projeto digno ... de nós próprios.
Coragem Tó Ze!
Se alguma vez eu poderia imaginar dizer-te isto.
Ainda mais publicamente.
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