Propósito.
Aquando da
apresentação do ‘Praça da República, 22’ no Sport Operário Marinhense,
pedi ao Fernando Amado que lesse este texto.
Mais
atual não poderia estar.
Obrigado
Fernandinho.
Propósito.
A vida
altera as nossas metas,
Com estranhos
caminhos ou imprevisíveis rotas.
Lá vamos sem
bússola, astrolábio nem quadrante.
Sem música,
claves e muito menos notas.
Nem sequer
uma tempestade é necessária
para nos
perdermos,
dentro de
nós mesmos.
Talvez por
isso, o tempo não nos estanhe.
Porque nem o
céu, o mar, o horizonte
e o fio
invisível do tempo esteja por perto.
Tudo está
longe. Tudo está longe.
E, nada,
quase nada, parece estar certo.
Nesses, e
tantos são,
os destinos
onde iremos
sem sentir ao
que vamos.
Sem sequer
saber por onde andamos,
com todas as
incertezas e fragilidades do tempo,
apenas uma
coisa fica:
confiar no
desconhecido,
e
em todos
os que
partiram antes de nós.
Porque temos
por certo
que chegaram.
Ao destino
prometido,
mesmo todos
os que viveram,
aparentemente,
sem qualquer
propósito ou sentido.



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