Um elástico partido não estica mais.
Amanhã vou propositadamente à Vieira aos CTT levantar uma
carta registada do Nuno do Café. Coisa escrita pelo irmão com toda a certeza. Esse
sempre ‘aparece’ sem aparecer. O normal.
Não faço a mínima ideia do que lá estará escrito.
Interessa-me, obviamente.
Sempre tive interesses estranhos.
Há guerras que se prolongam apenas por estupidez. Há quem
saiba que perdeu assim como há quem sempre tenha conhecimento que venceu.
Uma vez confiei na palavra dessa gente e esperei…
Até que, deram o ‘dito por não dito’ e não me restava
rigorosamente nada a fazer. Resolvi, num assomo de estupidez, pôr essa família
em tribunal.
Nada havia a fazer. O prazo para nos movermos legalmente tinha
expirado.
Ainda hoje me recordo de tanta e tanta gente que me incentivava
a ir por esse caminho judicial para o qual foram necessários 75.000 €. Encontrei um
advogado que tudo aceitava e convenceu-me que mesmo, fora de prazo, teria
hipótese de vencer. Depositei essa importância, que tive de pedir ao banco.
Passaram anos e nada.
Desisti.
E, claro tudo ficou na mesma. E nenhum dos meus ‘incentivadores’
Amigos me perguntou se necessitava de dinheiro para essa contenda, tendo alguns
deles mais, muito mais, que essa importância disponível. Hipotecamos um imóvel.
Só isso.
Uma renda de menos de 180 euros há 23 anos e um trespasse
fraudulento.
E assim permaneceu até março deste ano, apenas com os acertos
da inflação.
Agora o elástico partiu e partiu completamente. Não por minha
culpa ou interferência. Há é sempre pessoas que não desistem de massacrar,
dificultar e dizer: “quem manda nisto somos nós”.
Ainda não abri a carta e, sinceramente não me apetece nada ir
à Vieira só por isso.
Lá iremos António.
Até amanhã puto.
Eu avisei-te a ti, ao teu irmão e à Helena: “só conhecerão
esta gente, com tudo o que for e ficar escrito da parte deles”.
E isto ainda não é nada.
Fazem-me lembrar aqueles moribundos que de tão maus se
recusam a morrer.
Já não tenho vontade de rir. Nada disto me diverte, porque me
mete nojo.
Foram postos a andar a pontapé pela GNR, pela Câmara Municipal
e pela proteção Civil e teimam em agarrar-se às nossas paredes, como se elas fizessem parte do seu património.
Começa a ser triste.
E revelador.
Até amanhã António.
Até amanhã puto.
E aprende que a vida não é, como nunca foi uma aventura simples, porque sempre plena de sinistras figuras disfarçadas de gente de bem.
Por vezes, de quem mais perto se encontra de nós!
Acredita.
Por quem mais perto se encontra de nós.
Até de quem também nos mudou as fraldas.
Desconfia sempre, até ... porque ... tudo isto nada mais é que um instante ... imaterial.
Desconfia de tudo.
De um sorriso, de uma festa, de um carinho.
Desconfia de tudo ... e vive ...
Com a Leonor.
Sempre.
Desenha a vossa Casa, o vosso Café, a vossa vida e apoia o João.
O resto, deixarei pronto para vocês.
Tal como deixarei de estar nessa terra onde fiquei com três ou quarto Amigos e nada mais.
Triste terra essa.
Sem estratégia.
Sem gente.
Sem propósito.
Sem futuro planificado.
Será a vossa.
É a vossa.
Eu só tenho de ir amanhã levantar uma porcaria de uma carta escrita por um merdas e assinada por outro merdas. Para nos tentar foder.
Mais uma vez.
É assim há 40 anos.
Fartei-me.
A minha residência fiscal será ainda este mês a da Nazaré.
Não quero ter mais nada que ver com a Vieira.
Só os meus ossos lhe pertencerão.
Nada mais que isso.
O que me fizeram? Logo a mim que amava profundamente tudo isso!
Tiraram-me tudo.
Nunca imaginarão quanto me fizeram.
Nunca!
Por tudo e mais tudo o que ficou por dizer.
Terra de merda.
Não eras assim.
Tornaste-te!
Ressuscitarás um dia, mas não com esta escória que te governa agora. E governará a seguir. As Marianas, o voz de menina e o Fartinho das gajas e o raio que os parta.
Oxalá estejam, depois disso, meus amores nessas lides. Ou vocês ou outros como vocês.



Comentários
Enviar um comentário