Fracos.
As nossas preocupações devem apenas ser aquelas que têm
capacidade real de nos preocupar.
Nenhumas outras o merecem.
Com os anos e a vida, vão diminuindo.
Há vinte anos, provavelmente, não conseguiria dormir com as circunstâncias
que hoje vivenciei. Agora, sinceramente, tudo me deu vontade de rir.
Há gente que passou o dia de hoje a telefonar com intrigas
enormes a dizer que a cabeça da minha mulher seria servida numa bandeja de
prata, como pediu Herodias a Herodes Antipas, após uma dança erótica da sua
filha Salomé, seminua.
Nesse episódio bíblico, foram coisas de ciumeiras e má fé. E
lá foi a cabeça de João Baptista servida numa bandeja de prata.
Cenas da vida ou neste caso da morte.
Não deve acontecer nada disso agora. No entanto, serve apenas
este texto para deixar registo da execrável podridão de alguma gente que pensa
mandar no município. Gente podre, sem princípios nem decência.
As conversas de corredor sempre me repugnaram e as intrigas de telefone também.
Que para sempre seja glorificada essa sinistra forma de
dividir o poder, os cargos e as sinecuras.
Fica, no entanto, uma pergunta, quem traiu quem e como?
Qual será a manchete do JMG da semana que vem?
Eu, por vezes acredito em cada coisa? Um jornal isento, com
enormes potencialidades e um vice-presidente sério?
As merdas em que acreditei um dia!
Mas tantos telefonemas atendi hoje com este assunto da treta.
Eu até vou passar a votar na Nazaré, onde não conheço
rigorosamente ninguém.
Quero lá saber de vocês para alguma coisa?
Quero lá saber de vocês?
Tenho de alterar o meu número de telemóvel. É o que é!
Estimo bem que se atolem todos nas vossas vaidades,
hipocrisias e conveniências do costume.
É isso que a maioria de vocês são. Uns fracos.
A começar no vice e a acabar no cocheiro do estábulo. Como escrevi em tempo oportuno, ainda antes da Kristin.
E há quem não me leve a sério!



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