Exmº Senhor Henrique Pereira Rodrigues.
Tem memória?
Tem decência?
Tem valores?
Tem ética?
Eu sei que não.
Sabemos que não.
Por isso vai baixar à terra sem nada que me faça ter a mínima
compaixão.
Foi um homem com imensos valores.
É verdade.
Trabalhador.
Honesto.
Nunca roubou ninguém.
Limitou-se a ser o mais mesquinho, complexado e execrável dos homens que alguma vez conheci.
Cuspiu sempre no prato onde comeu.
Quem teria sido o senhor sem o meu pai?
Talvez um empregadeco de balcão?
Ofereceu a Pia batismal ao meu pai e à minha tia ao seu
primogénito.
Fizeram um negócio, como todos os negócios.
Bom para ambas as partes.
A lei, essa coisa sinistra nunca é estática.
Por vezes muda.
E enquanto muda e não muda, há sempre quem dela se faça valer.
O senhor sempre se fez valer disso ao cêntimo, tal como o seu
filho.
Realizaram um negócio e fingiram que não o realizaram.
Vigaristas todos vocês!
Só vos pedimos, há 23 anos mais 15 ou vinte contos por mês.
Cambada de escroques.
Agora, aconteceu uma desgraça em cima de todos nós.
Que lata!
Que descaramento.
Tenho pena de vocês todos.
Há 40 anos, quando foi a hipótese do trespasse para o Banco Comercial Português, tudo ficou preso por dez contos, quando o senhor, confrontado pelo Raúl Teodósio Coelho da Silva lhe disse: “a mim calhou-me a sorte grande, mas ao Armando Teodósio calhou-lhe a terminação”, E, há 40 anos, estraçalhou um negócio brutal por dez contos de reis por mês.
Por inveja e mesquinhês.
O senhor ganhava 350.000 euros, há 40 anos!, mas fez-lhe
impressão o meu pai pedir uma renda justa a um banco pelo espaço pelo qual
pagava 75 euros/mês.
Canalha!
O Carlos Alexandre é testemunha disto.
O senhor nunca passará de um miserável e de um sinistro ser
que nunca respeitou nada nem ninguém, como fez com a antena do António Pereira
que comprou com copos de vinho e que o seu filho tentou cobrar à família após a
sua morte.
Agora, aplaude muito as publicações do seu filho mais velho, o arquiteto dessa falcatrua da doação desse trespasse por 'oferecido'. Esse mesmo homem que é o primeiro secretário da Assembleia Municipal da Marinha Grande. Sim esse Maestro das das Missas da Viera.
Já recebeu tudo do Nuno Senhor Henrique pelo trespasse por doação, onde constam todas as assinaturas da sua sinistra família no ano em que nasceu o meu filho António?
E já recebeu o novo empréstimo de 20.000 € que lhe fez este ano, para montar essa taberna na sua casa, onde existe menos ruído que na pastelaria que perturbava as velhas e menos velhas?
Quanto lhe leva de renda Senhor Henrique?
Serão 246 € por mês, como eu levava ao seu filho pela falcatruíce que fez à minha família em 2004?
Sabia que ele diz aos seus clientes (aqueles da noite, dos charros e dos copos) que o senhor é pior
senhorio que eu sempre fui? Devem ser considerações dos copos ou dos charros. Com toda a certeza. Quem poderia acreditar nisso? Que foguetórios republicanos do tempo do Café Liz ter sido o Café Liz, se ter transformado num local de passe?
Que família vocês são?
Encontrar-nos-emos em tribunal.
Podem ter a certeza.
Como sempre digo, "eu sou um homem bom, mas não consigo ser como o meu pai, porque o meu pai foi sempre bom em demasia, apesar de tudo".
Tenho tentado passar isso aos meus três filhos.
A gente vê-se.
E vamo-nos ver todos.
Cara à cara e olhos e nos olhos.
Como eu gosto!
Quantos de vós nunca se enganaram com pessoas que amaram profundamente, acima de todas? Acima de todas as que fizeram parte integral da vossa infância, adolescência, juventude, e idade adulta?
Quantos de vocês o vivenciaram?
É tão fácil dizer mal e bem .
Eu digo-vos:
É fodido!
É mortal.
Estou cansado e farto disto e o António e o João é que têm razão:
"esquece-o"!.
Não é fácil.
Sou irmão do gajo.
Serei sempre.
Sempre!
Não é o ganhar ou perder.
Isso interessa pouco.
Porque já perdi.
Provavelmente, o que nunca tive.
E isso é o que me deixa de rastos.
Deixará sempre!
Rui Alberto, meu velho, perdeste o único Amigo que alguma tiveste, o resto, e digas ou escrevas o que disseres é estória,
Um beijo à HS e à minha afilhada do 'padrinho-velho'.
A nossa estória acaba aqui.
Infelizmente, como se diz em outros conteúdos, 'temos de saber deixar os metais à porta do Templo'.
Nunca será o vosso caso.
Sa foda, com diz a esquerdalha culta.
Sa foda!
Morreste.
Por tua culpa.
Cobarde.
Canalha.
Porque canalha és!
Serás sempre.
E este epíteto não tem nada a ver com a nossa estória.
ÉS UM CANALAHA.
Apenas isso.
Um canalha.



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