Vida Nova.
Pessoas boas perdoam mil vezes, mas, quando vão embora, nunca
mais voltam. Acabou-se-lhes a capacidade de perdoar.
Todos os dias escrevo.
Por vezes nem sei bem porquê.
Já faz parte.
Sempre sozinho, com a janela toda aberta e o mar ao fundo,
com o seu inconfundível barulho das ondas que vêm e vão.
Já vivi em algumas casas. Nunca como nesta, por tudo e mais
alguma coisa.
Conheci mais pessoas a entrar por cá que conhecia antes.
Uma troca de mensagens, uma conversa e lá me aparece gente da
Vieira e não só.
Ontem foi mais um desses dias.
Feliz, divertida, inteligente e franca tarde.
Fui, como sempre faço, levar os meus convidados ao carro.
Abraçámo-nos, como se nos conhecessemos há muitas
vidas.
Há muitos mais novos amigos em lista de espera.
Eu, o vagabundo, a Helena a princesa. É o que pensam quando
aparecem, sem nos conhecer. Coisas do 'ouvir dizer'. 😅😅😅
Muitas estórias ouço. Muito nos divertimos com quase todas
elas.
Ontem, tal como hoje um maravilhoso dia de Verão.
A Vieira, a minha Vieira, não se descola de mim.
Há mesmo muita gente que pensa como eu.
Acerca das coisas,
das pessoas e das circunstâncias.
Nada disto me confere esperança.
Só quero escrever um livro, reconstruir uma Casa, ficar para
sempre com a mulher da minha vida, com os meus filhos e manter os meus Amigos.
O resto, tudo o resto, apesar de me dizer respeito, não me
entusiasma.
Cansei-me.
Talvez porque, pela primeira vez, me ocupe com outras
prioridades.
As minhas! E nenhumas outras.



Comentários
Enviar um comentário