Porto de Mós.
Foi a 5ª segunda-feira seguida de um novo ritual que criámos
os três.
Almoçar juntos.
Após tantos anos dispersos por aqui e por ali. Cada um com a
sua vida.
Agora, pela força das nossas circunstâncias próprias voltamos
a ter tempo para estar juntos.
Conversar e partilhar a mesa uma vez por semana. Não existe
nada mais sagrado que isso. Partilhar a mesa. E rir, rir muito.
Até fizemos um grupo de WhatsApp para que as gargalhadas
continuem pela semana fora.
Para a semana que vem vais aos Estados Unidos, na outra vou eu
a Madrid. O Fernando fica a trabalhar que se trama a esperar pelo nosso regresso.
Já tenho saudades do futuro.
É que me fui transformando nos últimos meses no que nunca
fui. Num cubo de gelo. Restou-me a verdade das relações verdadeiras, porque
autênticas, puras, genuínas e limpas.
As pessoas tóxicas e as más energias fazem-me mal, porque me sugam.
Restaram-me alguns Amigos e outros vão aparecendo, quando
menos se espera.
Mas os nossos almoços das segundas, nunca poderão deixar de
existir, porque como me disse hoje a Helena quando lhe contei, o que pude contar, das nossas conversas parvas:
“o melhor que nos resta na vida são os Amigos que ficam
para sempre. Gosto muito que almoces com eles. Fazem-te bem. Fazem bem uns aos outros. São muito Amigos. Basta bem. Basta tudo.”



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