O Intriguista Megalómano.
Era uma vez um homem velho, inteligente qb e detentor de um carácter
sinistro e miserável. Figura da política onde obteve no passado alguma
importância, atendendo à sua visão estratégica e poder absoluto. O típico homem
sombra de um Rei vaidoso, que tudo o permitia fazer. Esse ‘Rei’ foi para ele
como D. José I para o Marquês de Pombal. Entregou-lhe o poder absoluto, desde que no
Terreiro do Paço, quem figurasse no centro fosse o símbolo maior da monarquia montado
no seu cavalo.
Tinha sido assim no passado, mas como sempre acontece, o tempo corre e com essa inevitabilidade, as circunstâncias alteram-se e os Reis também
deixam de ser os mesmos.
Regressa aos bastidores do poder, com outro monarca coroado e já com as
limitações próprias da idade. Depressa percebe que o Rei atual, não se limitava
a ser uma espécie de ‘jarro com flores’ que enfeita mesas e se limita a
discursos de Estado.
Inicia um lento processo de tentar construir teias e
divisões. Sem sucesso. Limita-se a contar apenas com um escudeiro fiel,
contratado no estábulo do palácio e que mais não sabia fazer que tratar de
animais e conduzir coches de grande cilindrada.
Sabe, que a sua permanência se encontra por um fio e começa a
congeminar uma saída em grande.
Apresentando na Corte, projetos mal-amanhados de grandes
obras públicas contra a vontade do Governo constituído e do próprio Rei
(himself). Todas as semanas apareciam desenhos e esquiços, como ele gosta de dizer.
Sempre em público, sempre com traição, sempre com canalhice e frases do género “agarrem-me
senão eu vou-me embora”.
Ninguém sabe o q virá a seguir. Talvez uma Praça de touros ou
um autódromo de Fórmula 1. Ninguém sabe.
Pode ser que da próxima vez que fizer a birra do costume,
alguém, sem dizer uma palavra lhe aponte a direção da porta.
Na obra de Astérix, houve uma personagem assim. Tentou
dividir a Aldeia e tentou pôr todos, contra todos.
Como sempre acabam as aventuras desta saga da BD, no banquete
final, ficou amordaçado e preso com cordas a uma árvore.
Chamava-se Detritus e o Livro a que me refiro tinha por
título “A Zaragata”.
Nunca menosprezem Banda Desenhada da boa.
Compreende-se melhor a alma humana, quando se leem estes livros nas idades
certas.
PS:
Qualquer semelhança com a realidade local, é mera
coincidência ou ‘perversidade’ dos leitores.



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