Nazaré, desde Fevereiro de 2026.
Os dias passam.
Todos diferentes. E aparentemente todos iguais.
Um mero pormenor os diferencia a todos. A absoluta diferença
de relacionamentos ou formas de convivermos com quem soube ou quis permanecer.
Pela noite dentro, acontecem conversas limpas entre nós.
Pouca gente.
Conversas limpas.
Acerca de tudo. Sem ruído.
Muito mais tenho ouvido que falado.
Tal como as cobras, deparo-me muito lentamente, a mudar de
pele.
Podia escrever os nomes, e mesmo assim são alguns que têm
sido responsáveis por esta alteração.
Prefiro pensar que se trata da proximidade dos 60 e das
circunstâncias da minha vida e dos que ficaram.
Há pessoas que permaneceram, como outras que simplesmente desapareceram.
Talvez tenha sido isso.
Umas ficam, outras vão.
Penso que é da vida.
Quando calibramos o coração com a cabeça, dando sempre
preferência ao coração, estamos sempre no caminho certo.
E com uma vista destas, quem em boa verdade, poderia atingir outra maneira de ser ou de estar?



Comentários
Enviar um comentário