Jorge Palma.



Soube agora da partida de Jorge Palma.

Muitas e muitas ‘coisas’ iremos ler acerca da sua morte e da sua importância. Na música, na poesia, na sua única forma de ser e de estar na vida.

Uma vez enviei-lhe um texto para musicar. Teve a amabilidade de me telefonar para dizer, “o texto é muito bom, mas não consigo. Não tem métrica pá”.

Assisti a alguns concertos e tenho muitos álbuns guardados.

Recordo muitos episódios dele em palco. Geniais quase todos.

Figura impar no panorama musical e poético português.

O Represas foi ontem. Hoje o Jorge Palma.

Os nossos melhores estão a partir.

De certo haverá quem os substitua, porque nunca acreditei em insubstituíveis.

Só que, a estes ouvi e acompanharam-me durante muitos anos. E insubstituíveis são!

Grandes tormentas atravessou e ultrapassou o Jorge.

Um beijo Rita.

Deixa uma obra imensa.

E isso, agora é que conta.

Pode ser que um dia encontre a minha métrica que sempre me faltou e me faças a música lá desse lado.

Estás em paz.

Essa a única certeza que tenho agora pá.



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