A Caracoleta da Vieira!
Era uma vez um Festival do Caracol. Daqueles que dão direito
a tudo. Rissóis, croquetes e até corridas de caracol. Não esquecendo as
caracoletas assadas com sal grosso e caracóis pequenos quentinhos com molho.
Tudo isso com imperiais para empurrar.
A Vieira de há uns anos para cá também apresentou esta
novidade gastronómica, sempre associada a objetivos solidários e filantrópicos com
o mundo associativo.
Nestas ocasiões há muitos voluntários que se disponibilizam
para trabalhar e ajudar a angariar fundos para esta ou aquela Associação.
Este ano ocorreu um episódio engraçado, quando um voluntário
foi servir uma mesa e ouviu esta frase:
“recuso-me a ser servida por uma pessoa que defende o Rui
António nas redes”.
No que me respeita, agradeço tamanha deferência!
Desconhecia a minha importância pública, ainda mais por parte
de uma pessoa que está a ser servida
gratuitamente.
Teve de trocar de ‘criado’.
Coitada da rapariga, que tanto tem feito pela sua comunidade!
Mas não te importes, terás sempre quem defenda o teu Caracol, de que tudo de mau disseste em todo o lado. Há sempre gente 'importante' com 'desculpas' para justificar as suas beatas e 'limpas' atitudes.
Mas que Caracoleta ranhosa me saíste tu!
Olha, para mim, nem assada na brasa com sal grosso. E eu adoro esse petisco. Mas até eu tenho os meus limites de decência, de paladar e de bom gosto. Caracoletas, só as das couves.
Nunca as dos muros da vida.
Essas nem têm proteínas nem sabor.
São umas tristes de merda, porque nem assadas prestam.
Sabem a coisa nenhuma.
Só gordura e ranho. Em doses iguais.



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