A caminho do milhão.
Hoje estive a ver as estatísticas deste bolguezinho.
Não posso dizer que tenha ficado surpreendido, porque têm
sido constantes. E avassaladoras. Pelo menos para mim, que o construí há cinco
anos.
Sozinho.
E a falar sozinho.
Afinal, nunca estive.
Os números de leituras ultrapassam-me e, sinceramente, nem os
entendo.
Nem são para entender.
Incompreensíveis.
Nunca escrevi nada de jeito. Essa é que é a verdade mais
pura.
Nunca escrevi nada de jeito.
Este espaço vai sendo lido por tanta gente em cinco anos e em mais de 200
países, que por vezes me assusta ou me reprime, porque não gosto de não saber
quem me lê.
Mas todas as moedas têm dupla face e a outra é o prazer de me
saber ser lido. Em abundância.
Faltam-me 114 textos para publicar o número 1000.
A caminho do milhão de leituras, vindo de um tipo
provinciano, sem mundo e sem nada de relevante a apresentar, não deixa de ser
curioso.
Quantos poderão ‘contabilizar’ o mesmo que eu, um simples pacóvio da treta?
Interessante!
Ou nem isso.



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