Sem fim.
Quantas foram as vezes em tive de dizer ‘Adeus’?
Ou ‘até sempre?’ ou mesmo ‘até nunca mais’?
Quantas foram, meu Deus? As primeiras, e por serem as
primeiras, inevitavelmente foram as mais difíceis, desgraçadas e sofridas à
exaustão.
Com os anos e com a vida, dizer ‘adeus’ tornou-se menos difícil.
Com as mortes, inevitáveis, todas elas. De vivos e mortos,
tudo se torna mais ‘corrente’.
Sofrimentos eternos acarretam, como é lógico e evidente, só
que, deixam de ser uma coisa, digamos, ‘nova’.
Cada vez me convenço mais que nascemos para conviver connosco
e … com quase ninguém.
Não partilho da opinião do outro que proclamava aos quatro
ventos “que a nossa família é quem nos ajuda”. Digo apenas que a nossa família,
somos nós mesmos.
E mais ninguém, porque o resto, às vezes é, outras vezes não!
Este texto é para ti António e para ti João, que nunca me
faltaram em circunstância alguma.
Todos os outros, agora, todos mesmo, não me interessam rigorosamente nada.
Qualquer deles.
Que façam o seu caminho, como eu faço o meu.
E, nós fazemos o nosso.
Que é bem difícil e estimulante.



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