O triplo mortal ‘sem rede’.


 

Há coisas que poucos na Vieira se lembram.

Quando a Escola Primária foi demolida, mantiveram os muros e anos mais tarde saibraram esse espaço. Os Bombeiros sob a orientação do seu ‘dono’ absoluto, senhor Araújo, segundo Comandante e técnico de farmácia de profissão quiseram, primeiro construir aí o seu quartel. Depois queriam impor ao povo, a mesma construção no espaço onde hoje existe a sede da Junta de Freguesia.

Guerras intestinas, com ‘apagamentos de memória’ de antigos bombeiros, como o meu pai, por exemplo, que foi o seu primeiro motorista. 

Nessa altura revolucionária, valia tudo, como todos sabemos ou deveríamos saber.

Mas, dizia eu, que era um puto com 8 anos, no espaço onde hoje se encontra o jardim, com as recentes instaladas colunas Noráldicas, existia um recinto com chão de saibro onde os circos ‘acampavam’ no Verão, com feras, mágicos, palhaços, contorcionistas e trapezistas, entre outras performances fascinantes para qualquer puto da Vieira dos anos 70 do século passado.

Havia um número arriscadíssimo no trapézio que era o triplo mortal, anunciado com enorme dramatismo, como se todos fossemos assistir à morte certa do artista. Ainda mais porque cortavam a rede de suporte, depois de muitos falhanços anteriores, devidamente ensaiados e com a rede bem fixa, para na queda poderem ser devidamente 'amparados'. Dramatismo absoluto quanto cortavam as cordas na última tentativa!

A multidão em suspenso e sofrimento …

Acontecia o óbvio, um triplo mortal perfeito. Sem rede.

As bancadas de madeira em êxtase.

O meu pai ia comigo ao circo e adorava ver-me tão nervoso com todas aquelas encenações circenses.

Eu tinha acabado de fazer 8 anos e os meios bilhetes eram até aos seis. O meu pai era muito mais velho que eu e comprou bilhete e meio.

Na porta, o senhor do circo perguntou que idade tinha eu. O meu pai com a maior lata do mundo (deve ter sido a única vez que foi desonesto na vida), respondeu: “faz sete em novembro".

Fiquei fulo, porque nessas idades quanto mais velhos somos, mais felizes ficamos.

A resposta do senhor foi: “é alto como o avô”.

O meu pai era baixinho.

Cumpre dizer que o 'velho' Armando Teodósio não achou graça nenhuma a essa piada e eu não entendi nada daquilo. Mas entramos com bilhete e meio.

O maior espetáculo do Mundo!

Se conto esta estória agora é porque as encenações dos trapezistas, para levar o público à exaustão eram um bom retrato dos tempos que correm atualmente.

Em termos de política local, nacional e internacional.

Porque nada é verdade.

Ou melhor, tudo é verdade, mas vivemos envolvidos em percepções, que vamos valorizando conforme o perigo iminente que nos vendem.

Tudo está definido à partida, dramatiza-se qb e acontece o que só eles sabem antecipadamente. Ou eles ou quem já viu o espetáculo ou o mesmo número noutro palco qualquer.

Por exemplo, hoje na reunião de Câmara o inefável Aurélio Ferreira não apareceu, talvez porque tenha escrito um comunicado mentiroso e assaz perigoso, com insinuações graves sobre a idoneidade da gestão municipal no que respeita às AAF's e CAAf's. Hoje fez-se substituir por uma xóninhas. Coisa de valentes!

Neste âmbito, das encenações perfeitas, podia escrever acerca da guerra da Ucrânia, do rapto da Venezuela, do Irão, de Gaza, da Síria, da Cisjordânia, de Israel, de Cuba, da Gronelândia, do Canadá, da China, da Europa, de Espanha, da ONU, da NATO, desta merda de governo português. Enfim … Deste concerto de Nações, onde tudo parece ao contrário, mas provavelmente, tudo se encontra certo, porque se ganha dinheiro, muito dinheiro com toda a hipocrisia costumeira e sempre para os bolsos do habituais. Tudo tal como os triplos mortais sem rede a que eu assistia com 8 anos.

Tudo devidamente combinado previamente.

Afinal, um circo na Vieira há 50 anos não era muito diferente da tão complexa política internacional que apenas os Nunos Rogeiros e Josés Milhazes parecem ‘saber’ explicar.

Só gostava que o meu pai tivesse dito que eu já tinha 8 anos naquela altura. É que tinha-me sentido mais crescido. E nessas idades, isso conta.

Na Marinha Grande, tivemos uma insinuação muito grave escrita pelo +Mpm, sem resposta adequada por parte da porcaria da comunicação oficial do município, que provavelmente (não feita) tendo sido escrita pela mesma mãozinha que concebeu esse comunicado partidário, como venho dizendo há muito.

E hoje a Vereadora do Pelouro foi pouco eficaz na resposta, porque quando a nossa dignidade e seriedade se põem, gratuita e alarvemente em causa, merece uma resposta muito, muito mais dirigida e forte.

Quanto ao resto, da geopolítica, como diria o grande Camarada Arnaldo Matos: "isto agora é só putaria".

PS:

Um Gabinete de Comunicação existe para defender a verdade, os factos e a imagem do município e não para escarrar dezenas e dezenas de vezes as mesmas informações ridículas e inconsequentes, que não interessam a ninguém.

Como deixei escrito há dias: "ninguém serve a dois senhores".

As horas extraordinárias foram reduzidas, assim tão 

dramaticamente? Ou é uma questão de, como disse o grande 

Camões, o O amor ser um fogo que arde sem se ver?

Provavelmente!

Se fosse comigo ...

Tens sorte, porque não é!

"eu sou uma profissional", dizes tu. Pois és. Nas redes sociais como esta 

onde escrevo relevas que és uma péssima profissional para este 

executivo. Não prestas. És medíocre. E o problema não é seres, porque não és. É porque fazes por isso Branca de Neve, como te classificaram no dia do teu concurso de admissão, sabias?

E quando falamos em Branca de Neve, pensamos sempre nos sete 

anões!

Coisas de fantasias infantis, o que é que queres?

Comigo, o CRO era demais para ti!

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