Café, Liz Cervejaria - 1919.
Há coisas que andam para trás tendo a visão para a frente.
Há sempre coisas que têm esse caminho.
Talvez seja uma questão simples.
Talvez.
Por vezes, pergunto-me, o que mais importa?
Nada importa mais que uma consciência tranquila e feliz.
Nada mais interessa que adormecer em paz.
Há assim tanta gente que possa sentir isto?
O ‘Café Liz, Cervejaria’ cujo ‘reclame' se vê nesta foto reaparecerá
de novo. No tempo certo, com as mãos certas e no seu local próprio.
E, em todas as passagens de ano, com o tradicional ‘Viva a
República’ adiado há mais de 60 anos.
Esta é a única senha dos Teodósios nessa data, que se soube
preservar ao longo de todo este tempo, seja com telefonemas, sms, partilhas de mesas e noites.
'Viva a República!'.
Com tudo o que isso encerra.
Um grito do meu avô avô António que o fundou. Um grito proibido.
Outras pessoas houve, nesse mesmo espaço, depois disso, que nunca o entenderam ou por mediocridade ou
por manifesta mesquinhez. É que esse momento impunha sempre oferecer uma taça de Champanhe e
12 passas de uvas a todos os clientes.
Coisas de 'gastos desnecessários' para os mesquinhos desta vida.
Dever ter sido isso.
Ignorância nos valores ou rudimentar ‘semitismo’.
Ou as duas coisas.
Mas, isso, com o tempo, conserta-se.
Para quem tem memória e valores, evidentemente.
Outros dias virão, porque, por mais que demore, a Vida regressa sempre.



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