Aos tristes.
Tenho um temperamento bastante anguloso. Que é o mesmo que
dizer que tenho pouca paciência para os e as merdas da vida.
Cortei relações com tanta gente que já nem me lembro com
quantas foram. Outras pessoas deixei simplesmente de suportar. Ou por isto ou
por aquilo.
Poderia tentar fazer uma lista de todas elas, mas são tantas
que exaustivo seria o meu esforço.
Digamos que foram e são muitas.
Deixei de pertencer a grupos. Prefiro estar sozinho. Gosto da
minha companhia e damo-nos bem. Eu e eu próprio, apesar de todas as discussões
que vamos mantendo.
Diariamente.
Evidentemente que este sentimento é recíproco. Há pessoas que
não me suportam. Outras que nem me podem ver. Está tudo bem. Faz parte.
No entanto, há um simples facto que não entendo que é quando
alguém deseja o mal de outra pessoa.
Que me caia em cima dez vezes o mal que gostava que
acontecesse a alguém.
10 vezes mais.
Isso é ódio puro e duro.
Existem alguns, poucos, é certo que o desejam a mim.
Também está certo.
Tudo está sempre certo.
A única coisa que não suporto é quando verifico e aqui na
Nazaré, que me confere muita paz de espírito e lucidez de raciocínio, é que
existe alguma gente ainda pior. Aqueles que desejam, porque desejam sempre
estar de bem entre Gregos e Troianos.
A esses, só me resta uma constatação: “amigo do meu inimigo,
meu inimigo é”.
E infelizmente para eles ainda tenho alguns.
Tudo a mesma execrável gente.
Pelo menos para mim, que me perco em todos os pores do sol a
pensar nestas e noutras coisas.
Há quem não o faça, não queira ou não consiga fazer.
Desgraçadamente.
Tristes!



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