Virá a Indiferença.



Quando a tempestade de 28 de janeiro se abateu sobre nós, estava a dormir profundamente em Leiria. A Helena acordou-me em pânico, com estores a abanar por todos os lados e um vendaval tenebroso, como todos nos lembramos…

Como sempre, voltei-me para o outro lado e continuei a dormir como uma criança.

No outro dia, fui com o João à Vieira e demoramos duas horas a chegar.

O cenário de destruição era indescritível.

Cheguei a casa e vi tudo o que havia para ver. Só não previa três semanas de chuva intensa.

Fui para Lisboa ver o Benfica/Real Madrid.

Abençoado jogo.

No outro dia, as coisas ganharam um nível de destruição dantesco e entendi que tinha entrado num filme muito complicado.

De lá para cá, muitas coisas aconteceram na vida de todos nós.

Não interessa. Já lá vai.

Hoje o António disse-me uma coisa brutal, crua e certa: “se continuas assim, com tanto ódio, privas-nos de estar contigo com prazer, porque os nossos problemas estão todos resolvidos”.

Ouvi o mesmo, de formas diferentes hoje e de diferentes pessoas.

Muito poucos Amigos temos todos nós na vida.

O ódio é assim um sentimento tão estranho à raça humana? Deriva, quantas e quantas vezes do Amor.

Existe um sentimento bem pior, que é a mais absoluta indiferença.

Foi o que lhes respondi.

Nesta vida, cada um tem os seus tempos, porque todos somos diferentes uns dos outros e se hoje sinto ódio por certas pessoas é porque o mais puro amor e perdão o precedeu.

Virá a indiferença.


Comentários

  1. Grande Antonio! Bonita forma de te transmitir um sentimento. Sei que te ficará gravado na memoria. Agora amigo pensa tb a indiferença vai fazer moça a muita gente. Força. Bj

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