Da Paixão ao Desespero.
Momentos
houve em que me viste desesperado,
Como nunca ninguém
viu,
Até porque os
meus piores momentos,
E tantos
foram, meu Deus,
Nunca os
mostrei a ninguém.
Alguns
pensam que a eles assistiram.
Alguns.
Pensam …
Deus os
conserve assim.
A esses.
Não!
Nunca
mostrei a ninguém o meu desespero senão a ti Helena.
Memórias
breves, distantes, difíceis e, talvez irresolúveis.
Nada isso
importa agora, porque tal como diz o António:
“já passaste
por muito pior e levantaste-te!”
Só tu e eu
sabemos do que falo agora,
Lembras?
Só tu e eu
sabemos.
Tanta coisa
com milhares de anos sabemos nós.
Uma noite,
foi possível passar da paixão ao desespero absoluto.
Ao desespero
absoluto!
Em fevereiro
passado, quando tudo caía sobre mim.
Da paixão,
Ao desespero.
Ninguém viu
isso.
Só tu,
Meu Amor!
Só desejas a
Paz e o meu silêncio.
Entrego-te
isso agora.
Tal como te
venho prometendo.
É que estou
muito cansado.
Desculpa.
Todo o tempo que demorei.



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