Ao diseur de banalidades.
Ao que se
levanta no fim de todos falarem, para dizer o
que não foi
dito e mais não diz que mediocridades de
circunstância,
Ao que pensa
que mais sabe da vida e dos homens,
Ao cobarde que fala o que acha merecer aplauso público,
Ao que nunca
faz e manda tudo fazer aos outros,
Ao que não se
liberta de profundos afetos do passado,
Onde tudo foi
e nada agora significa,
A esse,
O
maltrapilho da Alma e da Vida.
Ao sem
memória sem respeito nem respeitabilidade,
Ao canalha.
Ao triste.
Ao nunca
conhecedor da paixão, do amor e das
mulheres.
Ao que nunca
teve um "orgasmo" digno desse nome,
sem sentir culpa,
porque o prazer não acarreta culpa,
Porque o
prazer é o prazer e Deus com ele.
Ao que nunca
teve coragem de dizer ‘basta’ ao seu
Próprio sofrimento
e por isso gosta de tentar infligir
sofrimento nos
outros.
Ao ‘puro’,
Ao mentiroso
e falso virtuoso,
Ao cagão,
Ao militante
da soberba e dos sagrados princípios,
Ao invejoso,
A ti rapaz
que nada constróis, nem sabes construir
que não sejam os teus ódios e mesquinhos interesses.
A ti garotelho
da vida,
O meu mais
absoluto desprezo.
Porque,
a vida é
mais.
Muito mais
que a tua triste forma de ser.
Confessa-te
ao diabo, porque só esse te poderá
Absolver.
E, já agora 'deslarga-me' das tuas insinuações de merda. Tem, pelo
menos tomates para isso e vai à tua vidinha.



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