À uma da tarde no local do costume.



No final do verão passado, convidei o Alfredo João, o Marco Pisco e o João Dinis para jantar na Nazaré. Nessa altura não vivia por cá, nem pensava viver. Estive a preparar muita coisa até às três da manhã na Vieira para levar quase tudo pronto. Depois chegou a Helena, com aquelas coisas de fazer umas entradas boas e muito bem-apresentadas, enquanto eu ultimava o jantar para aqueles gajos.

Desde que cozinho, faço desta atividade um ato de amor. Sou muito lento a fazer tudo para tudo estar perfeito. E perfeito ficou, como de resto toda a conversa que alimentou o jantar até bastante tarde.

Amanhã terei novos comensais e tenho tudo preparado. Desde a escolha dos melhores produtos, à lentidão com que os preparei. Serão dois miúdos a sentarem-se à nossa mesa. Desta vez não é uma mesa de ‘velhos’. Talvez o que una estes dois grupos seja a Vieira.

E o amor com que recebo toda a gente que adoro nesta casa.

A propósito, um dos putos é o meu António.

Grande almoço nos espera daqui a pouco.


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