A Tensa.



MARGARIDA BALSEIRO LOPES, A PITA.

João Paulo Oliveira

 

“Há quem tenha o direito de receber um subsídio de mérito cultural porque dedicou a vida a algum aspeto da cultura e obteve reconhecimento do mérito do seu trabalho e, ao mesmo tempo, chegou a um período da sua vida em condições de real carência financeira.

Este é um encargo que custou ao Estado português em 2025, a ninharia orçamental de 340 mil euros - quando os beneficiários eram 85.

Neste momento, os beneficiários passaram a ser 65, com uma média etária de 80 anos com valores que andam entre os 160 e os 600 euros mensais.

Foi a muitos destes que o Ministério da Cultura dirigido pela ministra Balseiro Lopes, decidiu, sem pré-aviso e justificando com um vago argumento de equidade que não chegou a concretizar, cortar para metade subsídios na ordem de 500 euros ou menos e que asseguravam o mínimo de subsistência digna dos beneficiários.

Já houve, pelo menos, uma tentativa de suicídio e todas as 11 reclamações que entraram no ministério foram liminarmente rejeitadas.

A Balseiro Lopes é uma jovem de 36 anos que fez a sua carreira desde novinha na Juventude do PSD até à entronização como ministra da cultura da juventude e do desporto deste governo, o que basicamente significa que é improvável que tenha feito algo de útil profissionalmente.

Em princípio não morrerá pobre …”

 

A “tensa” a Camões.

O imbecil Rei português D. Sebastião ouviu os Lusíadas e concedeu uma pobre tensa, nome então dado a um subsídio ao Poeta. Que morreu pobre.

Já o ilustre garotelho foi a Alcácer Quibir dentro de uma armadura reluzente e morreu. E com ele Portugal.

Ilustre imbecil e imbecil Corte que lhe permitiu essa veleidade.

Camões, dizem as crónicas, morreu pouco depois com a seguinte frase: “sou tão português, que morro com Portugal”.

A Ministra da Cultura prefere poupar uns cobres com gente culta, porque vivemos tempos em que é necessário poupar, sobretudo quando o nosso primeiro se passeou com um cachecol patriótico aos ombros nos Estados Unidos apoiar uma seleção, curiosamente orientada por um espanhol.

Coisas da vida e da abundância de dinheiro para estoirar.


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