A importância dos detalhes e da Paciência. Ou da falta dela.
Com os anos tornei-me um tipo extremamente paciente e calmo
com muitas coisas. É verdade. Menos com aquelas para as quais nunca terei
paciência nenhuma. Circunstâncias, canalhices e algumas pessoas evidentemente.
Para todo esse concerto serei como sempre fui. Como a minha
mãe e o meu avô também eram.
A vida foi-me dando tudo. A abundância, o mais completo
sentimento de amor de todos os que me rodeavam. Fizeram-me bastante mal todos esses
excessos, porque, pela vida fora fui confundindo sempre tudo.
A educação que tive, sobretudo aquela que a minha tia Helena
Branca sempre priorizou, ‘a opinião dos outros’, nada de bom me trouxe.
Erro crasso! Da parte dela, evidentemente.
Logo vindo da minha tia, que sempre me deu os maiores princípios.
Levei décadas a concluir que a vida e as pessoas não se
compadecem connosco em nada. Importa-lhes pouco os nossos ‘estados de alma’, as
nossas conquistas e os nossos fracassos.
Conheci diversas humilhações públicas e privadas e isso
foi-me fazendo crescer.
Um dia um enorme Amigo meu da Vieira disse-me que invejava a
minha liberdade de escrita.
Fiquei a pensar nessa frase bastante tempo. A liberdade não é
uma sorte, porque se conquista. Bem sei que é comerciante e depende dos
outros.
Bem sei.
Sempre manifestei as minhas opiniões em todos os palcos por
onde passei. Na política local, no banco, na TUMG, no tribunal diversas vezes, e com
pessoas que prezava e perdi.
E foram algumas.
Detesto frases feitas e posturas pré-fabricadas, gente
dogmática e burra.
Odeio imbecis e medianos ambiciosos a quem a vida tudo
oferece, por não ter mais ninguém a quem oferecer coisa nenhuma.
Normalmente pensam ser as “últimas cocas colas do deserto”, porque
assim se consideram e porque os outros o confirmam e mantêm. Agora até há há um que se apresenta ou faz apresentar como "vice-presidente da Junta da Vieira", como se esse lugar existisse ou alguma vez tivesse existido. Só mesmo na cabeça da Jú e dele próprio e do padreco que lhe alimenta o ego, para o poder controlar, porque essa gente se pode controlar, com dois tostões de argumentos.
Em regra, inventam mediocrezinhos para os substituir na
altura certa. Normalmente quando estão de saída para lugares melhores ou mais
‘aclamados’ pela populaça. Como pensam ser o seu caso e o seu tempo. Tão enganados estão!
Quando ainda existem duas ou três coisas que me fazem
chegar a mostarda ao nariz, toda a gente vê e percebe, porque não me escondo a
respirar para dentro.
Ultimamente tenho-me divertido imenso. Isso é certo, porque
me apercebo ou vou sabendo (sem o procurar) de tudo o que se vai passando por
aí.
Uma coisa é certa, por vezes gosto de me fazer passar por parvo até àquele ponto em que uma simples gota faz transbordar o balde.
É a vida.
Habituamo-nos a tudo.
É sempre uma questão de tempo.
E de tristezas breves.
Mas, a minha casa está cada vez a ficar mais bonita e a da
Vieira vai ficar, com o traço do António, uma obra-prima.
E, isso é que conta.
O resto, nada é.
A Vieira é uma "triste terra", como bastas vezes o escrevi, enquanto tiver certa gente a pensá-la, porque a minha terra, tem 7 séculos e sempre foi maior que a mediocridade que a tem governado nos últimos anos.
Levou 8 anos porrada da grossa e não teve ninguém que a soubesse defender, dos Curtos Ribeiros, dos Nélsons Araújos, das Cidálias, dos Aurélios e dessa gente toda vieirense que os 'prudentes' nunca tiveram tomates para enfrentar.
Eu enfrentei-os a todos.


Rui uma certa noite no jantar da amiga Isabel Goncalves,os dois saimos juntos abraçados e lembro ainda hoje o que te disse. Gosto de te ver assim Rui continua porque o que querem é ver-te na lama. E hoje fico feliz por saber que estás bem junto dos teus amores. Beijinhos
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