Dia Diferente
Dia intenso, como previa ontem.
Quase totalmente passado em Peniche, com primos muito queridos, que se juntaram para homenagear a Irene.
Matriarca de tantos de nós.
Mulher doce e inesquecível. Companheira de uma vida inteira do Jacinto.
A morte dela era esperada há algum tempo e, tal como o Padre que presidiu às cerimónias e lhe tinha dado a Extrema-Unção há poucos dias, em frente da sua família mais direta, que a rodeava de afetos, disse:
“foi uma
velinha que se apagou, tendo deixado atrás de si toda uma vida de luz e força
para todos”.
Trouxe o João de Peniche e, já em Leiria, fomos lanchar, os três do
costume, lá perto de casa.
Fui a uma reunião logo após isso de amigos que não via há
longa data. Elevada, carinhosa, inteligente, sensível e profícua reunião.
O jantar que se seguiu pelas 10 e meia foi ‘sopa
de ossos, com enchidos e caldo de cozido’. Maravilhosa sopa aquela. Coisa leve para aquelas
horas, tendo ficado a conversar com manifesta boa disposição durante mais algum tempo.
Só agora cheguei à Nazaré, onde o barulho do mar me volta a
envolver, oferecendo-me, sem nada me pedir, toda a paz do mundo.
Dia muito intenso, mas com enorme dignidade e com um conjunto
de pessoas especiais.
Agradeço à vida, mais uma vez, por me ter permitido conhecer gente tão boa, pura e sublime.
Do principio do dia até ao fim.



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