o Azul das manhãs na Nazaré.
Passei a noite inteira a ouvir música.
Tranquilo, com meus phones fabulosos, é verdade. E claro, a
pensar e a escrever. Muita coisa pensei, senti, escrevi, li e ouvi durante esta
noite maravilhosa.
O Sol apareceu entretanto e tornou o mar com um azul tão terno
e sublime que por vezes me obriga a esperar por ele, só para olhar o seu
reflexo neste mar sem ondas nem maresia.
Nada tem a ver com o meu mar da praia da Vieira, carregadinho de
iodo, de ondas, e de um cheiro a maresia como não existe em mais nenhuma praia
que conheço.
Só que este na Nazaré, agora, é o que tenho e por alguns anos continuarei a ter.
Azul sereno quando a primeira luz do dia o cobre.
Magnífico
azul que o faz aparecer nesta hora sublime.
Antes de me deitar, e na mais absoluta paz, tenho de deixar
escrito, que o que mais importa é mesmo a libertação absoluta de sermos nós
próprios em qualquer situação, porque a Luz sempre chega e transforma tudo em
cor, numa perfeição que nos ultrapassa sempre, por mais desesperados ou
profundamente desapontados que estejamos.
A Luz, o mar, as gaivotas da Nazaré fazem-me renascer todas
as manhãs. E, bem vistas as coisas, tudo isso é que vai contando.
A Helena, o António e o João são a minha vida e que
maravilhosa vida tenho eu, com eles no coração, esta Luz e este Mar pela frente em todas as manhãs.
Abençoada a noite que passei com todos eles. Se bem que todos a dormir.
Menos eu.
Já não acredito em nada nem em ninguém e isto nem sequer é triste.
Tenho os meus Amigos, os meus Amores, a Serenidade do mar e a
Luz das manhãs.
Tem-me bastado, porque tudo o resto nada conta, porque nada é.



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