Aos Vulgares da educação esmerada.


 

Aos prudentes com manifesta educação

Que a tudo calam pelos maiores princípios,

Do saber estar, do saber ser e falar o conveniente e o esperado,

Mas que nada falam, do que verdadeiramente importa.

Nem abrem, porque apenas querem fechar a porta

A todos os que a desejam trespassar,

Com a palavra, a razão e a coragem

De quem não teme, porque pouco ou nada conta,

Para além do dever de gritar a certa opinião.

A todos vós, os com educação

de berço ou de formalismos educados.

Aos que se opõem aos irracionais,

Daqueles que afrontam, sem medo, os rituais

E trazem para casa a desilusão e ficam quase sempre sós.

Aos formalismos ridículos que a todos vós agradam,

Porque essa maioria desclassificada,

Domina, oprime e tudo vence.

Em nome de princípios que não têm.

Só os da ascensão na escala social, política, das vaidades e prebendas.

A todos esses, que nos esmagam, denigrem e achincalham,

A todos vós buscadores de sinecuras,

de palco, sinistras vaidades e pequenos poderes,

A todos vós e cada um, que mais não são que tristes seres.

A todos vós vos digo,

Tenham vergonha de vós próprios,

porque nada nem ninguém conseguem alcançar.

Que nem a vossa cruz conseguem ou admitem carregar,

Como fariseus e eternos sabedores.

Ofendem a vós próprios e à vossa vã sabedoria.

Não são ninguém.

Nunca souberam o que é a verdadeira felicidade e alegria.

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