A Aldeia da Vieira. 5.

 


Passados uns anos e com a necessidade de informatização da Santa Casa, foi, apesar de não ser necessária autorização dos proprietários dos imóveis, as instalações de antenas próprias (parabólicas) que os proprietários manifestassem por escrito a sua autorização.

Lá vem o Henriquinho dizer ao meu pai que legalmente não tinha necessidade de lhe pedir nada, mas a Santa Casa exigia. O velho Armando Teodósio responde-lhe: “se é assim, pagas-me mais dez contos/mês”.

O silêncio durou meses.

O António Pereira, com quem o meu pai nunca mais falou até morrer emprestou ao Henriquinho um bocado de parede a troco de uns copos de vinho e tudo ficou resolvido.

Depois de o António Pereira morrer, o Nuno (novo proprietário) foi cobrar todos esses copos à viúva e aos filhos.

Até aqui têm sido histórias menores. Todas soft.

Um dia disse que os esfolava vivos, sem dizer uma palavra.

É o que farei na próxima publicação.

Com o consentimento dos meus filhos, da minha mulher e de 23 anos de espera, quando o António estava na barriga da Sandra.

Para todos verem quem é e foi esta gente miserável.

Uns comandam o Coro da Igreja aos domingos, outros vomitam fel e ao velho Patriarca só desejo que viva os anos suficientes, porque já vai nos 85, a olhar para cima para o meu segundo andar e nova cara da minha velha Casa construída que foi em 1905 e que nunca lhe deveria ter sido posta nas mãos.

Meia dúzia de tostões transformam um mero empregado de café num escroque.

Há pessoas que se deslumbram com muito pouco, porque nunca tiveram valores.

E foi este homenzito que disse bastas vezes que “o Armando Teodósio foi o pai que eu não tive”.

Tinha razão!

Nunca teve a mínima noção do que significa ter sido filho de um Homem tão Grande.

Na próxima, depois de tudo isto terminar, (e faltará algum tempo, porque esta gente dá muito trabalho e gasta-nos imenso tempo e paciência), ficarão todos desmascarados, com as suas sinistras assinaturas e sem um comentário meu. 

Haja depois quem nessa terra os considere.

Nas Mesas das Assembleias das mais diversas Associações, no Partido Socialista onde rasgaram o cartão há vinte anos porque não lhes foram consideradas prebendas, na Igreja beata onde pontificam  na virtude dos costumes familiares, beatos e hipócritas. 

Como disse a Helena a semana passada, quando leu o que ainda não publiquei e que é pouco: 

"como foste capaz de perdoar tudo a gente desta?"

E nada disto é ódio.

É a mais absoluta Paz e Felicidade. 

Acreditem, até porque como diz o Pacheco Pereira: "quem nasce para lagartixa, nunca chega a jacaré". 

É o vosso caso.

De todos vocês. 

Lagartixas da vida. E dessa miserável Vieirinha que vos acolhe, vos observa, vos comenta e encolhe os ombros e, no fundo vos venera. Apenas por mediocridade e falta de alternativa.





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