Vieira do Liz.
Tenho de dizer que a Helena, a Lígia e o António detestam que
escreva coisas que afrontam o 'establishment’ local ou mesmo pessoal e
familiar de outras pessoas.
Dizem todos eles, que não tenho qualquer necessidade disso,
porque só perco e me diminuo como pessoa.
Tem sido mais ou menos isto que tenho ouvido, constantemente.
Há meses.
Nunca concordei.
Construí, sozinho este espaço de opinião.
Escrevi quase 800 textos em 5 anos. Recolhi centenas de
milhares de leituras. Em mais de 200 países.
Não me sinto, por isso, a escrever ou a falar para as paredes, porque como diz o outro, “quem escreve é para ser lido”.
E isto, apesar de poder parecer, nunca foi um blog tipo ‘Correio
da Manhã’.
Consegui, ao longo destes breves cinco anos ultrapassar o
meio milhão de leituras.
E publicar um livro esgotado com apenas 64 textos.
Sinto-me orgulhoso do meu bloguezinho.
Umas vezes fui injusto. Poucas vezes é certo, mas fui.
E sempre corrigi o tiro posteriormente.
O que tenho dito tanto à Helena como ao António é que se não
houver ninguém ou quase ninguém que desperte consciências, o que serve
andarmos por cá?
Para o politicamente correto?
Para dizer que a Vieira é uma terra magnífica, bem gerida e
com as certas pessoas?
Esse tipo de bafientas posturas não servem. A ninguém!
Só se for para fazer discursos de circunstância nos Aniversários
das Associações locais ou outros eventos do género, sempre proferidos pelas
mesmas pessoas.
A triste e bem triste gente do costume. Bem engravatada e com
voz grave feita de certezas absolutas e verdades eternas, com frases de aclamação breve e cínica.
É isso que querem para vós?
Então pois que seja, porque, para mim houve duas coisas
desgraçadas me me aconteceram na vida e que se revelaram ter sido o melhor que
me poderia ter acontecido:
A primeira foi ter sido despedido do BCP quando fiz e voltaria
a fazer um favor a um cliente que beneficiou o Banco onde trabalhava. Por isso
ganhei esse processo em tribunal.
A segunda foi ter tido o meu património da Vieira destruído.
Agora na Nazaré, longe da inveja breve, não tenho de
olhar para nenhum rosto que me diz uma coisa na frente, quando já tinha dito outra nas minhas costas, minutos antes.
Sejam felizes!
Se conseguirem.
Essa terra foi grande.
Agora não passa de um miserável ajuntamento de pessoas.
Quem disser ou pensar o contrário, pois que o diga, mas, já
agora que o saiba fundamentar. Sem lugares comuns, plenos de provincianismos e
bairrismos bacocos e ultrapassados.
Façam-se ao Mundo e aprendam.



Comentários
Enviar um comentário