O Bardo.

 


“Nas culturas celtas, um bardo é um contador de histórias profissional, criador de versos, compositor de música, historiador oral e genelogista, empregado por um patrono para comemorar um ou mais ancestrais do patrono e elogiar as próprias atividades do mesmo.

Com o declínio da tradição bárdica viva no período moderno, o termo se afrouxou para significar um menestrel ou autor genérico. São reconhecidos como “o Bardo de Avon e o Bardo de Bengala”. Na Escócia do sec. XVI, tornou-se pejorativo para um músico itinerante; no entanto, foi posteriormente romantizado por Walter Scott (1771-1832).

In Wikipédia

Um dia ou uma noite o Alfredo João desfez um comentário ou um texto meu. Eu, com o meu feitio, discordei veementemente dele e envie-lhe uma ‘simpática’ mensagem privada a desconsiderar o seu comentário público. Eis que recebo como resposta: “mas tu és o bardo da Vieira, o que é que queres mais? E agora até não te encontras 'ao serviço' de ninguém' ”

Nessa altura fiquei curioso. Sabia bem o que era um bardo, como consumidor de todos os livros do ‘Asterix' que li e reli centenas de vezes. Mas, daquele gajo nunca vem nada de óbvio e fui ler sobre essas personagens da idade média e alta idade média.

Hoje sinto esse comentário como um profundo elogio.

São sempre essas idiossincrasias que sempre me uniram àquele homem.

Talvez seja isso mesmo, no meio de tanta hipocrisia nesta Vieira que amo e desprezo em dozes iguais.

Por lá ficarão os meus restos mortais na campa do meu avô António.

Por aí ficarei. Simplesmente porque é o meu lugar mais sagrado.

Mas com profundas mágoas. Não por morrer, como todos morreremos um dia, mas pela mediocridade em que se transformou essa terrinha pacóvia.

Sem líderes, sem esperança, sem rigorosamente nada por que valha a pena lutar e escrever.

O vazio absoluto.

Temos um capataz na Junta. 

E nada mais que isso!

Um simplório capataz.

Sem visão sem cultura e sem memória, porque todos os outros se demitiram das funções para as quais foram esmagadoramente eleitos.

Estou-me a referir a um homenzinho que um dia fugiu para França (e todos sabemos porquê!!!). É desse capataz que falo e que é o dono disso tudo!

Porque, simplesmente o deixaram ser.

Cá está um texto que nem um like da treta terá, porque a conivência e a cobardia andam sempre de mãos dadas, desde tempos imemoriais.




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