No mesmo local e à mesma hora.



Três ou quatro dias antes do dia 4 de maio de 2021, perguntei à Helena por mensagem, porque foi essa a forma que escolhemos de comunicar diária e exaustivamente:

“é impressão minha ou está a acontecer alguma coisa meio estranha entre nós?”

“está!”

Depois disso almoçámos um robalo fresco escalado no Pedrogão e viemos à Nazaré, ainda com tudo em obra e eu disse-te ao ouvido: “este vai ser o nosso quarto”. 

Discordaste da minha escolha e disseste: 

“o outro é melhor”. 

Atrevida!

Fomos depois disso um dia ou dois ‘caminhar’ como gostas de dizer, com mais uns amigos teus a andar a pé uns Kms. E ainda por cima a começar lá pelas sete da manhã. Um suplício para mim que nessa altura trocava os dias pelas noites, agradavelmente.

Isso foi no dia 1 de maio pela Serra dos Candeeiros.

No dia quatro do mesmo mês, fomos beber um café ao Âncora e eu digo-te assim: 

“vamos à outra margem”.

Estava um pôr do Sol, como só na praia da Vieira existe em maio.

A meio da ponte digo-te: 

“para aí, deixa-te estar”.

E pergunto-te: 

“queres namorar comigo?”

“quero!”.

Brevemente, ultrapassaremos os nossos primeiros 5 anos.

Anos inesquecíveis e maravilhosos.

Cada um deles.

No dia 4, no mesmo sítio e à mesma hora, Helena Isabel.

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