Hoje, o segundo artigo sobre arquitetura do António, no JMG.



Esta publicação vai, aos poucos, melhorando a sua qualidade.

Da minha parte, arranjei dois miúdos de 23 anos para colaborar neste jornal. Um a escrever sobre arquitetura, urbanismo, mobilidade urbana e habitação pública a custos controlados e outro sobre historiografia local.

Falta entrarem muitos outros que se debrucem sobre ambiente, turismo, indústria, economia, sociologia, comércio local, grandes obras públicas, associativismo, reconversão de espaços públicos como a FEIS, jornalismo de investigação e pluralidade política com artigos de todas as forças partidárias.

Um jornal de qualidade e pluralismo opinativo absoluto.

Falta ainda muito para nos tornarmos um jornal de referência.

Com o tempo, lá chegaremos todos.

Eu consegui dois articulistas.

Quando será que uns quinze ou vinte marinhenses vão encontrar mais gente? Sempre é melhor e mais confortável ficar no conforto dos sofás.

É isso?

Nada me move. Apenas termos um jornal isento e de qualidade comprovada e irrepreensível.

Nada mais que isso!

Não me parece pouco, logo vindo de mim, que tudo o que de mal havia para dizer acerca desta publicação escrevi. Fi-lo. Voltaria a fazer tudo igual, se aquelas características se tivessem mantido.

O meu garoto e o Ruben Silva não precisam de promoção pública. São ambos brilhantes demais para terem essa necessidade. E não será o JMG que lhes conferirá a qualidade intelectual que lhes é inata, porque é ao contrário: o JMG é que necessita deles. Sempre odiei as falsas e hipócritas modéstias que sempre abundaram neste concelho.

Esta publicação necessita de todos vocês. Levantem-se dos vossos confortáveis sofás e escrevam ou encontrem quem o faça. Se forem capazes e se coragem tiverem para isso. A Marinha Grande sempre foi pródiga na crítica fácil e breve, sem que ninguém mexa ou queira mexer uma palha sequer.

Este tempo exige massa critica. O que me incomoda é que essa massa critica existe, mas demite-se de participar.

‘Este jornal não é para velhos’, como no cruel filme americano com 4 Óscares e com a inesquecível participação de Tommy Lee Jones.

Não é com memórias bolorentas de um passado conhecido em demasia, muito menos com Joões Cruz e as suas medalhas de heroísmo da guerra do Ultramar, nem com Psicólogas de cabelo vermelho que a ‘coisa’ lá vai. Nem fundadores partidários ou ressabiados do Partido Socialista e ex-vereadores de todos os partidos.

Não é essa massa crítica que faz falta.

Tiveram todos eles, tal eu, o seu tempo próprio.

Já chega António José Ferreira!

Procura novos talentos, já que, pelos vistos, nesta altura, ninguém te quer ajudar.

No futuro, vais ver, terás uma enorme fila de ‘opinion makers’ na Rua de Vieira de Leiria, onde reside, há anos, o teu jornal.

É tudo, como sempre foi, uma questão de tempo e de vaidades pródigas, que irão aparecer assim que os ventos pareçam soprar de outro lado.

Chegará uma altura em que não terás espaço para tanta e tanta gente notável e inteligente que está sempre à espera do sucesso garantido para apor a sua assinatura.

Quando não se tem exército, luta-se com o que temos.

Que nunca te esqueças daqueles que te deram a mão desde o dia zero.

Estou-me a referir aos dois miúdos que espalham talento nas tuas páginas.

Não para fazer portfólio ou curriculum, apenas porque acreditaram que era possível fazer melhor.

Em dezembro, eu, tu e a Élvira assinamos num guardanapo do Ledo naquele almoço, os teus 25 anos como diretor de uma publicação que se desejava renascida.

Muita água e mágoa passou pelas pontes depois disso, muitos convites fizeram. Muitas negas tiveram ou pior ainda, ausência de respostas. A soberba habitual dos cautelosos que desejam ser bajulados constantemente para vos fazer o favor de aceitar. Não os convoques de novo. Deixa-os na sua soberba.

É da vida Tó Zé.

Não te aborreças.

Quando gajos como nós fizemos as pazes, em nome de um bem maior, tudo é possível.

Acredita, pá.

Tu e a Carla vão conseguir.

Abraço aos dois.

Siga para a edição da próxima semana.



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