Cabral.

 


Acompanho o percurso deste miúdo desde o primeiro dia da instrução primária.

Muito inteligente. Colega do António na turma e no meu Glorioso IDV onde era guarda redes. Sempre a ralhar com os defesas. Nunca me esquecerei da final da Taça distrital e de uma monumental exibição, onde defendeu quatro penalties e saiu em ombros.

Escusado será dizer que ganhámos a Taça.

Foi educado pela avó que sempre o acompanhou e tratou com todo o amor do mundo.

O António era lateral direito e estavam sempre a discutir em muitos jogos.

Nunca se zangaram.

Um foi para Lisboa para arquitetura o outro para Coimbra para a Faculdade de Letras da UC.

Aluno brilhante.

Qualquer dia, faz o Doutoramento e acaba por ficar por lá.

Quando disse ao Tóino que tinha convidado o Cabral para escrever para o JMG, obtive como resposta: “o Cabral é uma máquina”.

Aí está a prova.

Num tempo de tempestades escreve este artigo.

Obrigado puto. Tenho imenso orgulho em ti.

Repito: É com miúdos que as revoluções também se fazem.

Abraço António José Ferreira. O JMG está no caminho certo.



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