25 de Abril nesta Vieira.

 


Devo dizer que estas celebrações estão à altura de quem as concebeu. E foram anunciadas a tempo e horas. Com 5 dias de antecedência.

Tenham vergonha!

"Liberdade, a nossa maior força", ... como se vê!

Homenagens, deveriam ser feitas aos presos políticos que os houve em abundância na Vieira, aos antifascistas, aos comunistas, e a todos os democratas, mas esses sempre foram esquecidos em discursos de varanda e de circunstância breve e hipócrita. Coisas desta Vieirazinha medíocre.

No que nos transformamos!

Onde ficou o Zé Moleiro, o João Gouveia Pedrosa, a Júlia Cunha, o António Teodósio Pedrosa, o João Faustino, o José Moreira, o Álvaro Filipe Gouveia, o Joaquim Gouveia Pedrosa, o Manel do Cais, o Abílio Quadros, entre tantos e tantos outros? Ficou tudo no Teatresco. Esse grupo subsidiado, que aufere, sabe-se lá como, das instalações do Teatro Actor Álvaro. Ficaram também os ex-combatentes perpetuados, num monumento de estética duvidosa, sendo que um dos dois nomes que lá constam deu um tiro no pé acidentalmente e morreu mais tarde.

A ausência de memória não é ignorância, porque de um crime se trata.

Que avancem 3 discursos na Varanda, um Porto de Honra e duas coisas feitas pelo glorioso Teatresco.

Viva o 25 de Abril!

Sempre!, Porque o colocar nomes de rua com décadas de atraso, por vezes não vai a tempo de apagar esquecimentos propositados, ingratos, porque inevitáveis e mesquinhos, como sempre ou quase sempre tem sido o caso, nesta miserável terra.

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