Presidenciais 3º capítulo. Mariana Vieira da Silva.
“ainda tenho esperança que António Vitorino ou outro
candidato que represente o centro esquerda de forma mais alargada possa ser
candidato. Não me parece que o trabalho político de António José Seguro nos últimos
anos e aquilo que representa possa servir para agregar todo o centro esquerda.
Não podemos olhar para as qualidades políticas para ser
Presidente da República como algo que é banal. António José Seguro, por decisão
própria há dez anos afastou-se da vida política. Não se lhe reconhece nenhuma
ideia e nenhuma posição e enquanto foi Secretário-Geral do PS, eu julgo que nem
a forma de agregar todo o PS foi bem-sucedida.”
Mariana Vieira da Silva, SIC Notícias, 05 de junho de 2025.
Esta senhora era socióloga e professora no ISCTE, esse
cobertor académico de socialistas desempregados da política.
Se o seu notável pai, José Vieira da Silva, Ministro dos dois
Governos de José Sócrates, traidor de António José Seguro e futuro ministro
desse enorme representante do centro direita António Costa, não fosse pai desta
académica de elevado mérito científico, alguma vez esta menina teria sido algum dia Ministra?
Vem agora, e sem que o Partido Socialista tivesse sequer
pensado em apresentar um candidato, criticar, menosprezar e até banalizar a
figura de António José Seguro?
O PS sempre foi um ninho de víboras, como qualquer partido,
bem vistas as coisas.
Fico espantado com o desassombro desta rapariga que eleva
António Vitorino, que se afastou, não por ter sido apunhalado nas costas, mas
porque foi ganhar dinheiro no mundo da advocacia de negócios e alegre tráfico
de influências, como agregador do centro esquerda.
Fica a pergunta, qual o pensamento político de António
Vitorino durante os últimos mais de dez anos? E, já agora, quando o teve e
manifestou era de centro esquerda? E conseguiria congregar todo o PS?
Perguntas estranhas e a despropósito as minhas.
Que vença pois a direita para deleite desta socióloga, como para outros e outras socialistas brilhantes.
Já agora, após ter vencido as europeias (por poucochinho nas palavras de António Costa e dos seu seguidores, como o paizinho da menina), foi esfaqueado de morte por quase todos.
António José Seguro saiu, pelo seu pé, da vida pública, sem espavento, nem ruído. Até assistiu a uma derrota por poucochinho de António Costa, que para se transformar em primeiro Ministro abandonou (temporarimente) o centro e coligou-se com a extrema esquerda. As coisas que se fazem pelo poder, onde a menina usufruiu um lugar cimeiro ao lado do papa (no primeiro Governo de AC) e depois no segundo.
Seguro, nunca fez oposição interna a ninguém. Não arregimentou tropas, é professor universitário convidado e fundou duas empresas, rejeitando prebendas e sinecuras políticas, coisa tão em desuso neste país atualmente. Mas nas palavras desta miúda é um homem banal, sem qualquer perfil e curriculum bastante para se candidatar ao mais alto cargo da nação.
Se por acaso for à segunda volta, lá vos verei a todos atrás de um qualquer microfone desta vida a apelar ao povo para que votem na banalidade, que o PS erraticamente escolheu. Sim, porque vocês nunca deixaram de ser vocês mesmos. Uns hipócritas, ditos de centro esquerda quando da esquerda caviar sempre fizeram parte, não por mérito, mas por petulância e por condição social.



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