Alexandre Franco de Sá.
Conhecemo-nos há 30 anos. E há 30 anos somos Amigos.
Eu e o Alexandre Franco de Sá.
Xanóca para os Amigos.
Era colega da Luizete na Católica. Cedo ficámos amigos.
Ele do Sporting. Alfacinha de gema. Monumentalmente
inteligente e, de resto, o meu amigo mais culto de sempre.
Monárquico convicto.
Frequente desses convívios com a elite pensante dos adeptos
do Rei. Barrilaro Ruas, Gonçalo Ribeiro Telles, entre muitos outros notáveis.
Vivia num apartamento do quartel do Castelo em Lisboa. Uma vez fizemos lá um
jantar com o pessoal de filosofia e fui à casa de banho e só lhe disse: “nunca
mijei com uma vista tão linda da janela pá.” Era o Tejo no seu máximo esplendor.
Ele só me respondeu: “muita gente já me disse o mesmo”.
Sempre discordamos agradavelmente. Sabendo que nunca nenhum
de nós iria alterar as suas opções.
Um dia em Coimbra na FLUC, reencontrei-o. Professor catedrático
de Filosofia, eu caloiro de História. Grande abraço demos. “Tens de ir jantar lá
a casa Rui. Que saudades!”
Quando soube da sua participação no Governo sombra do Chega envie-lhe
uma mensagem com as seguintes palavras:
“és Ministro sombra de um governo de sombras. Profundo
desgosto pá.
Mas, bem vistas as coisas, Heidegger também se inscreveu no partido Nazi. A história repete-se. Tenho imensa pena que, neste caso, o mesmo tenha acontecido contigo Alex.
Imensa pena!”



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