Nazaré.
As pessoas que ainda não tive a esta mesa? Não é que seja
grande, porque não é. É na minha melhor casa. Apenas isso
e já é muito. É tudo o que de melhor posso oferecer.
Primeiro qui-la só para mim e para os meus mais íntimos. Os
meus rapazes, a Lígia, a Helena, o Paulo, o Taranta, O Rui Alberto, a Zé e mais
ninguém. Depois veio o Osvaldo, a Guida. E só depois disso, outros convidados.
Fiz o jantar para o João Alfredo, o Marco, o João Dinis. E
fui-me ficando por aqui, sem mais convites.
Agora penso que me faltam, mesmo assim alguns.
O Rui Silva e a Carla, o Rogério, a Virginia, e poucos mais.
Muito poucos mais.
Este fim de semana vou estar com os meus três filhos por cá.
Como já estivemos antes.
Só nós os quatro.
Não há nada mais maravilhoso na vida que isso.
Jantarmos juntos. Bebermos um bom vinho, jantar feito por mim
e conversar. Conversar até ao infinito.
A ouvir o mar na varanda. Agora que o vento foi.
Não há nada melhor que isso.
E será exatamente isso que nos espera aos quatro amanhã.
O que pode um homem desejar mais na vida?
Nada.
Rigorosamente nada. Apesar de todas as tormentas passadas e a
passar?
A paz de estarmos todos juntos, nem se compadece com qualquer
desgraça, por mais desgraçada e incompreensível que tenha sido, como um
irresponsável taberneiro com a casa irresponsavelmente aberta, dentro da nossa propriedade em risco de
derrocada iminente.
Mas, como diz o António, sensato puto: “olha para a frente e
esquece o passado”.
Talvez tenha razão.
Uma coisa é certa, não será tema de conversa.
Apenas porque queremos e saberemos estar felizes todos
juntos, como sempre estivemos.
Sem conversas da treta.



Já me convidaste nao esqueças
ResponderEliminarBj