Lobos Solitários.

 


Acabei de receber um ‘explicável’ telefonema de um ilustríssimo marinhense, Álvaro Órfão de seu nome. Indignado que estava com uma frase que publiquei num texto curto acerca de outra notável personagem marinhense, doutora Cristina Simões de sua condição e apelido. Com queixas internas da forma como sempre foi tratada por todos os executivos da Câmara, depois dele, mesmo daquele executivo do dr. Álvaro Pereira, que lhe ofereceu de mão beijada, uma ridícula divisão, só porque era militante do PS. E nada mais que isso.

Nas suas palavras tratou-se hoje, da minha parte, de uma uma linguagem assaz ridícula, injusta e totalmente perversa.

Teria obviamente, nas suas palavras, de me retratar.

Importa dizer que não pertenço a qualquer alcateia. Sou mesmo um lobo solitário. Não devo vassalagem a rigorosamente ninguém. Nem mesmo aos meus filhos que amo incondicionalmente. Nem mesmo a eles devo qualquer vassalagem. Que fique registado.

Nem a qualquer Amigo ou até mesmo à minha mulher, que também amo incondicionalmente.

Assino tudo o que acho dever escrever.

Reconheço, que neste mundo de hipocrisias breves, por vezes, esta forma de estar não é facilmente entendida.

Há muitos anos que trilho os meus caminhos. Sozinho e com quem me deseja acompanhar. Apenas isso.

Retratações? Nunca!

Esse tipo de atitudes são para aqueles que têm tantas e tantas vezes medo da sua própria sombra. E preferem viver no mundo das suas conveniências. Do ’bom trato’ e do cinismo absoluto e 'em saldos'.

Eu, para o bem e para o mal, nunca serei assim.

Temos pena!
Ouvi-o até ao fim sem responder uma palavra que fosse. Após terminar o 'adestramento', respondi-lhe diretamente e de uma forma vulgar. Como seria possível a um homem como eu, com tão sinistras e injustas características, como pelos visto para ele sou, me encontraria, de forma alguma, com quaisquer capacidades para continuar o trabalho a que me tinha proposto tentar escrever. A sua enorme e monumental biografia.

Nunca me identificarei com estes curiosos comportamentos. E muito menos com gente deste nível.

Pois que peça ao Luís Osório ou mesmo à Cristina Simões que o faça.

A um tem de pagar (e muito) pelo trabalho de sabujo, já à outra não pagará nada, mas também só saem as coisas tidas como 'saíveis'. 

Como convém neste casos. 

Estou fora deste projeto. 

Sem quaisquer mágoas nem arrependimentos.

Deve ser esta a minha estranha forma de ser.

A de um lobo solitário.

Independente. Como sempre me ensinaram. E não uma figurinha que faz parte, por vezes, de grupos necessários, úteis e de conveniência breve. Como certa gente, apesar do seu valor, sempre se movimentou dentro deles e, pelos vistos ainda pensa que os outros são iguais a eles próprios.

É que há pessoas, que por maiores que pensem ter sido, sem ou outros nunca teriam sido rigorosamente coisa nenhuma.

São coisas típicas da sua suposta humildade, ou ausência dela.

Bela frase para acabar uma biografia de um narcisista completamente patológico.

Bem vistas as coisas, nunca teria capacidade para a publicar.

E de borla, como o estava a fazer. 

Já vai sendo tempo para ocupar o meu tempo com outro tipo de gente e outros projetos muito mais gratificantes.


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