Um Presidente também serve para Isto.

 


“Há vinte anos, quando era primeiro-ministro, Cavaco Silva recusou-se a conceder àquele militar uma pensão "por serviços excecionais e relevantes". A atitude do então chefe do Governo provocou um sonoro coro de protestos, tanto mais que foi conhecida aquando da concessão de uma idêntica pensão a dois inspetores da extinta PIDE/DGS.

Em 1988, o próprio Salgueiro Maia requereu a concessão de uma pensão destinada a contemplar os chamados "serviços excecionais ou relevantes prestados ao país". A atribuição daquela pensão dependia obrigatoriamente de um parecer favorável do Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República. Com data de 22 de junho de 1989, o parecer, votado por unanimidade, sublinhava que "o êxito da Revolução muito ficou a dever ao comportamento valoroso e denodado daquele que foi apelidado de Grande Operacional do 25 de Abril". Enviado ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças, o parecer nunca foi homologado.

Esta recusa só viria a ser conhecida três anos depois, quando o executivo de Cavaco concedeu a mesma pensão a dois inspetores da extinta PIDE/DGS, António Augusto Bernardo e Óscar Cardoso. Bernardo foi o último chefe da delegação da DGS em Cabo Verde, enquanto Cardoso foi um dos pides que se entrincheiraram na sede da rua António Maria Cardoso e que fizeram fogo sobre uma pequena multidão, tendo causado os únicos quatro mortos da revolução.

Esta estranha dualidade de critérios do Governo provocou uma enorme tempestade política, que culminou com um polémico processo judicial instaurado pelo Supremo Tribunal Militar contra Francisco Sousa Tavares, devido à virulência das críticas que fizera na sua coluna no jornal "Público".

Por outro lado, o então Presidente da República, Mário Soares, também se demarcou ostensivamente. Dois meses depois dos dois ex pides serem agraciados, Soares escolheu o Dia das Forças Armadas para condecorar, já a título póstumo, Salgueiro Maia com a Ordem Militar de Torre e Espada.

A escolha não foi por acaso: era a única condecoração portuguesa que dava direito a uma pensão...”

Texto publicado no Expresso de 5 de Junho de 2009

Será que Cotrim, Gouveia e Melo - o vacinador ou Marques Mendes o Facilitador e o  Ventura, assinariam isto?

Que nunca se esqueçam desta miserável história, Catarina Martins e António Filipe e todos os vossos ilustres apoiantes.

Por mais nobres que sejam os vossos intentos e valores.

Mas que nunca se esqueçam para tudo aquilo aquilo a que estão a contribuir. Nem falo da tralha ressabiada do Partido Socialista, porque essa sim, verdadeira tralha execrável. Quanto ao Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda, desejo sinceramente que sobrevivam, pelo menos à vossa consciência, se a tiverem, claro está.

Mas, bem vistas as coisas, na politiquice não há consciência, há interesses e ódios primários.

Que nunca te arrependas mandatária Carapinha, minha querida Amiga.

Que nunca te arrependas, Cristina, porque é sinal que não contaste para nada de muito grave!

Viva o Partido Comunista Português! Nobre e fulcral partido na democracia portuguesa.

É que pode muito bem acontecer que na segunda volta com todo o vosso interesse pela democracia e pela esquerda, não contem para nada. Já não virão a tempo, mas dormirão de consciência limpa, de ter lutado por causas perdidas.

Como vem em Eclesiastes 1:2 "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade".

Já agora, em nome de quê?

Da luta de classes, certamente! Quando todos vós não passam de uns pequeno- burgueses e se esquecem constantemente dessa elementar realidade. 

Tal como o Seguro.

E o António Filipe, já agora.

Parabéns pela escolha Cristina.

Haja sempre quem defenda o verdadeiro proletariado e os trabalhadores, porque todos os outros não trabalham. São uns párias e filhos do capitalismo imperialista, como eu, por exemplo.



Enfim. 




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