Tomás de Lemos. O intelectual do Mpm.
A figura do bufo, mais ou menos discreto, sempre me repugnou.
Sempre os houve, com verdade, com mentira ou, ainda pior, com
meias verdades e meias mentiras, mas sempre e sempre a coberto do confortável anonimato e manifesta discrição.
Não respondo publicamente a mensagens privadas nem a textos
cujo teor público desconheço.
Deixaram-me de interessar.
Durante a campanha autárquica, apareceram com exuberância e
atrevimento opinativo o ‘Comentadeiro Eleitoral’, e o ‘Sacadura Júdice’
desparecidos no ocaso da refrega eleitoral. Permaneceu, discreto o ‘Augusto
Oliveira’, o profissional dos bonecos, agora acobertado de manifestos posts de extrema direita, e aqui e ali a escrever cirurgicamente com erros
ortográficos. Apenas para fingir quem não é.
Mas, eis que surge agora um portento recente na arte da camuflagem,
o bom escriba (sem erros ortográficos e irrepreensível pontuação e gramática).
Atinge comunistas (um ódio antigo), fascistas e claro, socialistas.
Admirar-me-ia pouco que um destes dias lá postasse umas
coisitas insignificantes e engraçadas acerca do Mpm, tal como fazia o auto extinto
Largo das Calhandrices, como forma de parecer isento.
Tomás de Lemos, o recém-nascido opinador da cena política marinhense.
Volvido esta semana o primeiro quartel do século XXI, são
estes exemplos com que nos debatemos na sociedade marinhense, à semelhança, de
resto, com o que prolifera por esse mundo fora. Sempre fomos muito moderninhos
tanto nos bons como nos péssimos exemplos.
E, por cá irão proliferar, ou até caírem de podres ou até que
alguém os denuncie.
Eu, por acaso sei quem são ambos. E, como nestas coisas não
tenho qualquer pressa, irei deliciar-me com tão inusitada, original, justa e assertiva prosa argumentativa.
Até me cansar.
A vida e os meus 4 cães foram-me ajudando a ter o que nunca
antes tinha tido. Paciência.
Podem-se esbardalhar à vontade. É um gosto!
Lá virá o dia em que as máscaras cairão, como sempre acontece.
Disso, meus caros Augusto, da família dos Oliveiras e Tomás da ilustre família dos 'de Lemos', podem estar certos ou será que os apelidos familiares são outros e bastante mais vulgares?
Provavelmente.
É que um rima com abalada e outro com rusga. Aqueles que fogem em inesperada abalada, correm sempre à frente de uma rusga qualquer, como acontecia no tempo do Estado Novo aos estudantes opositores ao regime.
Só que estas curiosas e originais criaturas de deus, fogem apenas dos factos e da razão.
Deus os conserve. Por muitos e bons, até ao dia. Limitaram-se a alterar os nicknames, mas, pelos vistos, continuam vivos e de perfeita saúde. Antes assim.
É que a primeira, como diz o povo, "é para os pardais".



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