O silêncio dos inocentes.

 


Paulo Portas, Passos Coelho e António Vitorino optam pelo mais absoluto silêncio acerca das suas preferências presidenciais, antes de conhecidos os resultados da primeira volta.

A coragem absoluta.

A dignidade e claro a filha da putice do costume, daqueles que só se aliam aos vencedores antecipados.

Debruço-me hoje acerca do Almirante Bonapartista Gouveia e Melo.

Estranho que nunca ninguém lhe tenha dito em nenhum debate que desonrou a nobre farda que envergou toda a sua vida. Da mais antiga Armada do mundo, quando, vestido de branco, tendo levado as televisões consigo aos Açores, para gravarem uma reprimenda pública aos marinheiros que se recusaram, por motivos de segurança a tripular um monte de lata podre numa missão ridícula.

Nunca fiz tropa, por adiamentos sucessivos solicitados por motivos escolares. Fiquei apto e colocado em Santarém na arma de cavalaria, aquando da inspeção (como se dizia na altura). Quando terminei os meus estudos superiores, fui colocado na então chamada reserva territorial. Lembro-me, como se fosse hoje, que foi o Paulo Vicente que me telefonou da Junta da Vieira a dar-me a novidade enquanto afixava o Edital.

Nunca pedi uma cunha a quem quer que fosse para livrar à tropa.

Mas, mesmo nunca tendo feito sequer a recruta, sei, como penso todos sabem, que uma ordem militar superior é para ser cumprida sem qualquer direito a perguntas. 

Acontece que também sei, que um reparo, reprimenda ou chamamento mais agreste de atenção nunca deve ser proferido em público, porque em privado e apenas em privado essas considerações devem ser feitas. 

Sem televisões nem olhares de voyeurismos de quem não pertence à ‘tribo’.

Desonrou a farda que vestia, este candidato a Presidente de todos os portugueses.

Outra coisa: ser Presidente da República não é o mesmo que ser diretor de logística de distribuição de vacinas a granel.

Penso que não é bem a mesma coisa, mas para alguns dos notáveis do PS e do PSD, pelos vistos, estas características são relevantes no ato da escolha do próximo Presidente da República. Não por mérito, porque apenas o ódio move toda esta sinistra gente.

Seguro só será presidente se for à segunda volta contra Ventura ou Marques Mendes.

Porque, o ódio ainda tem um impacto enorme nos corações dos 'inocentes' silenciosos. 

E no resto da rapaziada do costume.

Viva Portugal em tua a sua nobre e secular grandeza.


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