José Ribeiro e Castro, o Restaurador de 1640.

 


A decência da direita beata e erudita.

José Ribeiro e Castro 

"Reunidas as principais notícias deste tão agitado dia, já é possível fazer um resumo do essencial a esta hora. Por um lado, a operação “cowboy” não correu mal de todo; correu até bastante bem. Por outro, a faceta “statesman” tem ainda muitos pontos de interrogação pendentes quanto ao futuro próximo.

Devo dizer que não tenho a menor preocupação com Nicolas Maduro e os que serão julgados com ele, pela justiça dos EUA, com base nas acusações pesadas que lhes são feitas. Maduro é um criminoso bem conhecido, que deveria também ser julgado por acusações ainda mais graves por crimes contra cidadãos venezuelanos, amantes da Liberdade. Um traste! É com os venezuelanos e com a Venezuela que estou inquieto. Muito.

Noutro plano, comoveu-me a preocupação da Rússia, que se manifestou "profundamente preocupada" e condenou um “acto de agressão armada” contra a Venezuela cometido pelos Estados Unidos. Se Putin repudia este “acto de agressão armada”, em que grau qualificará o mesmo Putin os vários actos de agressão armada que, todos os dias, desde há quase quatro anos, pratica contra a Ucrânia?

E como se qualificarão Putin e Trump a si mesmos pela operação que ambos conduzem nesta altura para vergarem a Ucrânia para entregar à Rússia cerca de 25% do seu território nacional, alvo de agressão armada, de invasão e de ocupação?

Vivemos num tempo de falsidade e hipocrisia."


Como defensor da independência de Portugal que Vª Exª proclama à exaustão, muito gostaria de saber a opinião de Vª Exª acerca da possibilidade das tropas castelhanas terem sido ajudadas, em 1640,  por um país europeu aparentemente alheio às justas pretensões dos portugueses? 

O que se passou hoje foi um desrespeito absoluto pelo direito internacional numa ditadura, como tantas e tantas outras que por ai grassam, a começar pelo Estado de Israel, que não conhece eleições alimentando um genocídio bárbaro para perpetuar o poder de um escroque. Logo o Senhor, um homem do direito e da decência de princípios. 

Quando a ONU é sistematicamente desrespeitada por Trump e Netanyahu, Vª Exª prende-se com o facínora do Putin? E apenas com ele? 

Francamente! 

Maduro deveria ser julgado num tribunal internacional ou na própria Venezuela. 

Netanyahu é recebido nas sagradas Festas natalícias pelo sociopata Trump que ainda hoje se gabou ir fazer muito dinheiro com o petróleo venezuelano. 

Tal como no Koweit, Iraque, etc. Que grandes exemplos de honradez e de Liberdade Senhor doutor! 

Que enorme Secretário Geral das Nações Unidas o senhor daria. Ou até mesmo como um mero embaixador desta UE podre e cobarde nos EUA. 

Estariam agora, todos, a beber champanhe em nome da democracia e do petróleo, claro está. Essa sim, a suprema hipocrisia. Recomendo-lhe 50 terços, 11 Credos e 243 Salvés Raínhas e abstinência sexual durante, pelo menos 3 anos, como penitência. E, como não sou Padre, devo estar a ser brando. Acrescido de ausência de discursos na avenida da Liberdade nos próximos 10 anos. Escusa de repetir o orgulho no jantar dos Conjurados e do futuro D. João IV da Dinastia de Bragança que produziu a eminência parda do Dom Duarte Pio.

Viva a Democracia, a República e a Liberdade, pelo menos para todos os homens de bom coração, sabedoria e boa vontade.

É verdade, no último 1º de Dezembro pediu desculpas por ter votado nesta AD. 

As desculpas não se pedem, como diz o povo, "evitam-se".

Miserável texto, o de Vª Exª. Com cheiro a sacristia, bolor monárquico e defensor de um ditadorzeco amAricano, (como as bolachas que se vendem há anos na praia da Vieira), que a cobardia judicial dos EUA legitimou.


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