Augusto Santos Silva. Presidenciais 4º Capítulo.
Augusto Santos Silva mantém que “a candidatura de
António José Seguro a Belém não cumpre "os requisitos mínimos".
Observador, 17 junho de 2025.
Um dia, nos Passos Perdidos, este notável académico oriundo da
LCI, disse, em off, que adorava “malhar na extrema esquerda” e
também vomitou a frase supra em junho passado.
Agora, como qualquer vendido, ratificou, após ter sido ratificada, claro está, a escolha do Partido Socialista na candidatura presidencial de António José Seguro, tendo antes desistido da sua própria candidatura a Belém. O erro do Seguro, deve ter sido não te ter pedido licença a ti ao Ferro, à notável Mariana Vieira da Silva, ao Sérgio Sousa Pinto, à Isabel Moreira, ao Alfredo Barroso, ao sorridente homem de negócios António Vitorino e ao Costinha Europeu, pai de todos vós, já agora. Nem sequer pediu ao Partido Socialista, licença para avançar.
Erro capital!
Este tipo de nefastas e execráveis personagens nunca desistem de nada. São
obrigadas a fazê-lo apenas pela força das circunstâncias. E depois sentem-se compelidos a dizer alguma coisa.
O Ferro agora também apoia quem vilipendiou. Devem ser 'disfuncionalidades' do cargo de ex-Presidentes da AR, certamente. Nos tempos em que essas funções foram exercidas por Henrique de Barros, Vasco da Gama Fernandes, Manuel Tito de Morais, António de Almeida Santos, Mota Amaral, Jaime Gama, nada disto seria possível.
Outros tempos. Outros protagonistas. Nessa altura havia decência e pessoas decentes. Vocês inauguraram um novo estilo, ao qual o inefável Aguiar Branco está a dar sequência lógica. De profundo desrespeito pelo cargo de segunda figura do Estado.
Foram vocês as sobras que ficaram do socratismo e do
costismo.
E ainda pensam que 'mexem'.
Ninguém quer nem deseja os vossos hipócritas apoios.
Só o fazem para se quererem sentir ainda vivos e com
profundo e manifesto desrespeito por vocês próprios.
Canalhas. Todos vós.
Canalhas.
O Seguro, depois daquele deslize acerca da esquerda com a Ana Sá Lopes não era o meu candidato. Mas de dentro de todas as minhas limitações, cedo descobri, que dadas as circunstâncias, tinha de ser. E nunca fui Ministro, nem académico nem Presidente da AR.
Limito-me a ser um tipo decente e preocupado.
Nada mais que isso.
E, contrariamente ao pensamento das tristes elites que julgam que influenciam este país, nós somos aqueles que vão colocar AJS na segunda volta.
Para vosso imenso e profundo desagrado.
Uns merdas, como diria um grande antifascista que conheci no Cais do rio Lis em todos os agostos desta vida.
Uns merdas. É o que vocês são todos.
Sempre foram.



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