Parque Rodoviário versus Parque da MOBIL.
Hoje no Editorial do JMG, vêm e bem, alinhavadas as
principais opções para o próximo orçamento. Com um montante nunca antes visto
em tempo algum.
Iremos, obviamente na reunião estipulada para esse tema,
saber tudo e mais alguma coisa, sobre as opções de investimento para 2026.
Irei deter-me apenas na problemática do Terminal Rodoviário.
A grande maioria dos marinhenses se fosse licenciada em Medicina,
seriam médicos especialistas … em todas as especialidades, atendendo a tão
profícuas, reconhecidas e incontestáveis opiniões. Uns ‘tudólogos’. Sempre
insatisfeitos a navegar na sua eterna insatisfação, passo o pleonasmo.
Importa abordar o tema da localização do Terminal Rodoviário,
que se prevê para o espaço do chamado ‘Parque da Mobil’.
Há de tudo. Do mesmo e do seu contrário, tão típico daquela
gente.
Poderia falar do Mercado Municipal (adiado há 40 anos), das
novas Piscinas olímpicas, sei lá. A Marinha Pequena, pequenina, no seu melhor.
Foi elaborado um projeto para construção do Terminal
Rodoviário no Parque da Mobil, durante o executivo de Cidália Ferreira (em quem
nunca votei – cumpre dizer), com um financiamento a fundo perdido na ordem dos
85%. Discutido à exaustão em sede de executivo, para na hora H ter sido
chumbado, apenas por motivos políticos.
Não estaria perfeito, como se viu posteriormente. Qualquer autarca
com bom senso, melhorá-lo-ia.
O +MpM não!
Rasgou-o e contratou a Professora Engª Paula Teles para
elaborar um estudo de mobilidade para a cidade da Marinha Grande.
Acrescento infra o CV desta investigadora de elevadíssimo mérito
científico e académico.
Só que, existiu um pequeno condicionante.
Tal estudo poderia ser elaborado e justificado desde que
cumprisse um simples e inofensivo pormenor. Nunca poderia ter em conta o espaço
do Parque da Móbil para tal desiderato. Foi esta a expressa vontade do ‘dono do
terreno’, vulgo + MpM.
O estudo foi desenvolvido e apresentado a tempo e horas.
Mas o espaço do Parque da Móbil nunca foi contemplado como
solução, por manifesta imposição da entidade contratante.
Evidentemente que a Professora Engenheira Paula Teles nem
nunca irá ler este texto e mesmo lesse nunca me iria dar a confiança de lhe
responder.
No entanto o Vereador com o Pelouro da mobilidade, à data,
Coronel António Fragoso Henriques, sabe que o que acabo de escrever é a mais
absoluta verdade. Assim o manifestou em diversas reuniões do PSMG.
Igualmente também, dele, não terei resposta.
É por isso que digo, nunca devemos fazer acordos com
canalhas, como aquela gente que nos desgovernou.
Vocês fizeram-no. Saíram esgotados os dois. Esgotados e
desiludidos.
Pergunto: “porque esperaram tanto tempo para bater com a
porta?”
PAULA TELES – NOTA BIOGRÁFICA
Paula Teles nasceu em Alvarenga,
Arouca, a 16 de maio de 1969. Licenciada em Engenheira Civil com a
especialidade de Planeamento do Território (FEUP). Mestre em Planeamento e
Projeto do Ambiente Urbano (FEUP/FAUP), com a tese “Os territórios (sociais) da
mobilidade”. Pós-Graduada em Estratégias e Metodologias da Gestão Urbanística
(FEUP). Técnica superior da Câmara Municipal de Matosinhos (1994-2004) com
funções da Divisão de Transito e Mobilidade. Fundadora e CEO da mpt® desde 2004
- empresa de planeamento da mobilidade e desenho urbano, pioneira em Portugal
em mobilidade urbana inclusiva. Presidente e Fundadora do Instituto de Cidades
e Vilas com Mobilidade (2006). Vereadora na Câmara Municipal de Penafiel com os
pelouros da Mobilidade, Imagem da Cidade e Ordenamento do Território
(2009-2013). Professora Universitária em várias Universidades Portuguesas e
Europeias desde 2007, designadamente na Universidade de Aveiro (PT),
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (PT), Instituto Superior Técnico
(PT) e Facultade ÁGORA (ES). Coordenadora da Rede Nacional de Cidades e Vilas
com Mobilidade para Todos, projeto da Associação Portuguesa de Planeadores do
Território (2003- 2010). Autora/coordenadora do Guia da Acessibilidade e
Mobilidade para Todos do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, 2007.
Convidada para o Grupo de Trabalho das Acessibilidades e Desenho Universal do
Instituto Nacional de Reabilitação, Ministério da Solidariedade Social
(2007-2008). Presidente da CT 177, Comissão Técnica de Acessibilidade e Design
Universal, em sede do IPQ, desde 2009. Membro do Conselho Editorial da Revista
Planeamento (2006) e do Jornal Planeamento e Cidades (2007-2011). Presidente
das Rede de Cidades e Vilas de Excelência, desde 2013. Membro da Comissão de
Peritos do Fórum “Pensar as Cidades Século XXI”, do Eixo Atlântico do Noroeste
Peninsular, Galiza e Norte de Portugal (2014 2015). Promotor do Pacto de
Autarcas para o Clima e Energia, da União Europeia, em sede do ICVM, desde
2017. Membro da Assembleia de Representantes da Ordem dos Engenheiros, eleita
para o triénio (2019-2022). Membro do Conselho Não Executivo de Especialistas
da Visão Zero 2030 da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Ministério
da Administração Interna. Coordenadora e Consultora Autárquica em dezenas de
Municípios e Comunidades Intermunicipais nas áreas da mobilidade urbana
sustentável, transportes, tráfego, segurança rodoviária, desenho urbano e
acessibilidades. Coordenadora de inúmeros Planos de Mobilidade Urbana
Sustentável (PMUS) de Braga, Guimarães, Guarda, Leiria, Nazaré, Évora, Sines,
Faro, entre outros. Detentora do título de Especialista em Transportes e Vias
de Comunicação pela Ordem dos Engenheiros. Membro Fundador da Associação
Portuguesa de Urbanistas. Palestrante e Congressista convidada como perita em
vários eventos nacionais e internacionais na área da Mobilidade Urbana,
Acessibilidades e Mobilidade para Todos. Autora de livros e de um vasto
conjunto de publicações e artigos técnicos. Fundadora do Jornal Jovem de
Alvarenga (1982) onde participou como redatora até 1987. Fundadora da Associação
Cultural Jornal Jovem de Alvarenga, 1985. Membro da Banda Filarmónica de Santa
Cruz de Alvarenga (1980-1987). Fundadora e membro do Coral de Engenharia da
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, (1988-1993). Membro da
Direção da Casa do Povo de Santa Cruz de Alvarenga (desde 2013).
PS:
Hoje proliferarão argumentos
infinitos na página do JMG acerca das 3.579 soluções melhores que as do Parque da
Móbil, para manter estacionamentos, construir 7 gares, bilhética, parque de
táxis, carregadores elétricos e aumento de lugares de parqueamento gratuito automóvel
na Cerca, como se prevê agora.



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