Ó Senhor Aurélio, o senhor é parvo, não é?

 


"Ó Senhor João Pereira, creio que o senhor é jurista, não é?"

Não tenho, nunca tive e se Deus nosso Senhor me der vida e saúde nunca terei afinidades políticas com o mui distinto advogado Dr. Joaquim João Pereira. Tal facto não me inibe de o dever respeitar por múltiplas razões.

O Dr. João Pereira não é um marinhense qualquer. Todos o sabemos. Pela sua vida associativa, cívica, profissional, política e, acima de tudo o resto, pela sua absoluta entrega à Marinha Grande no âmbito das Misericórdias.

A ele se devem e a todas as equipas que dirige há dezenas de anos, as diversas melhorias em todas e cada vez mais infraestruturas da Misericórdia da Marinha Grande.

Devo muito a esta grande Instituição, aquando do acompanhamento de excelência que proporcionou à minha tia Helena Branca, nos seus últimos meses de vida. Devo à Misericórdia da Marinha Grande em geral e à solidariedade absoluta que sentimos por parte do Dr. João Pereira em particular, com a necessidade premente de internamento da minha tia, que como todos os que me conhecem sabem, foi a minha “segunda” Mãe!

A gratidão e a memória são valores fundamentais para mim. Sempre foram. Sempre serão!

O Dr. João Pereira tem um passado político no nosso Concelho de elevado mérito e competência. Foi durante anos e anos o “fiel da balança” com executivos comunistas e socialistas. Nunca, enquanto vereador eleito, aquele homem obstaculizou o desenvolvimento da sua terra. Já outros, não podem dizer o mesmo de si próprios. Nomeadamente o atual presidente do município, que andou oito anos seguidos a brincar aos vereadores. Obstaculizando tudo. Até se dava ao luxo de se abster nos apoios associativos, porque não havia um regulamento. Agora existe, não um regulamento, mas uma máquina trituradora de atribuição de apoios fundamentais para manter e fazer crescer o Associativismo do concelho. Curiosamente, atribuiu recentemente, sem qualquer critério objetivo 30.000 € à ACIMG para fazer uma festarola de 3 dias. ACIMG essa que subcontratou a uma espécie de empresa “fantasma” que se diz “amiga da Marinha e dos marinhenses”.

O Dr. Joaquim João Pereira, que saudavelmente vai a caminho dos seus 90 anos, foi tentar resolver alguns problemas que se prendem com a colocação de brinquedos numa das instalações da Misericórdia da Marinha Grande. E, para isso tomou da palavra como munícipe na última reunião de Câmara.

A frase que transcrevo supra foi uma das muitas frases utilizadas pelo presidente da Câmara quando se lhe dirigiu.

Verifica-se, cada vez mais, o nervosismo patente nos comportamentos desta maioria, evidenciando-se mais notoriamente nos comportamentos desta ‘espécie’ de presidente.

Ultimamente, tenho tentado abordar temas sérios, com o recurso ao sarcasmo, ao sentido de humor e à ironia. Não é por isso, que os temas se tornam menos sérios. Penso até que é uma forma de pensar criticamente alguns problemas que afetam a nossa comunidade. Por vezes a ironia e o sentido de humor contribuem com melhor eficácia para a necessidade de discutirmos os problemas que enfrentamos e as formas mais ou menos competentes de abordar esses mesmos problemas por aqueles que têm a subida responsabilidade de os resolver ou tentar resolver.

Agora ouvir o presidente do município dirigir-se a um homem com mais de 50 anos de vida pública, tanto como vereador, como deputado municipal, como presidente da Assembleia Municipal, desta forma, por um homenzito que nunca se lhe poderá comparar, fez-me pensar nesta frase:

“Ó senhor Aurélio, creio que o senhor é parvo, não é?”

PS:

Republico este texto, que na altura (19/09/2023), teve 3.756 leituras, porque me começa a aborrecer que nos escritos da Drª Inês Pereira, tudo agora esteja mal.

São as preocupações urgentes com os abrigos da TUMG para impedirem que os seus utentes esperem à chuva os Minibus, é o Parque da Mobil, cujo projeto ainda não está feito e a ausência de critério de elaboração do plano de mobilidade que excluiu por vontade do então executivo com pelouros esse mesmo espaço, desconsiderando essa zona do estudo de mobilidade elaborado, por uma técnica extremamente competente, para a cidade da Marinha Grande. Agora são os problemas verificados com os CTT (privatizados por um Governo do PSD – Pedro Passos Coelho), mas cuja "incúria" do atual Presidente do Município Paulo Vicente, que nem conseguiu somar 60 dias consecutivos de mandato, a ele o deve responsabilizar, nas suas palavras, claro está.

Enfim. Estas coisas entristecem-me. Ainda mais vindas de uma pessoa que estimo e considero.

Coisas da vida certamente.

Deve passar.

Com o tempo.

A paciência é uma enorme virtude Drª Inês.

Ainda lhe restam 1.370 dias para dizer mal de tudo e mais alguma coisa. 

É um direito que seguramente lhe assiste.

Daqui a 1.369 dias, voltamos a falar, porque antes disso, não tenho nem tempo nem paciência.


Comentários

Mensagens populares