O Desespero e o ódio no seu estado mais puro!


 

Para qualquer democrata todas as eleições são importantes. Arrisco-me, no entanto, a dizer que há umas mais significativas que outras. Pela proximidade, pelas circunstâncias e pela característica dos problemas e soluções que envolvem. Neste contexto, as eleições autárquicas, normalmente, evidenciam uma participação e entusiasmo diferente por parte dos eleitores.

Conhecem os protagonistas, vivem na pele os problemas e sabem quem melhor se encontra para os saber resolver.

O concelho da Marinha Grande já conheceu grandes autarcas. Assistimos todos, nos primeiros 40 anos de liberdade, a grandes obras estruturantes. Impensáveis de se realizar no anterior regime. Há, como em tudo na vida, pessoas sem memória. Umas porque não assistiram a essas mudanças, outras porque não cultivam a verdade do passado recente, talvez porque não lhes convenha.

Nos últimos quatro anos, a Marinha Grande evidenciou o pior mandato autárquico de que há memória. O pior.

Após 8 anos a vociferar contra tudo, a votar negativamente sete orçamentos municipais, a bloquear e atrasar importantes realizações, o movimento de cidadãos (ditos independentes) chegou ao poder. Para isso teve a colaboração de um blogue de anónimos em constante arraso aos democraticamente eleitos. Contou com uma imprensa local extremamente favorável e também, importa dizer, ao demérito do Partido Socialista, sobretudo por uma sinistra figura que comandou os destinos desse histórico partido. Nélson Araújo. Um mentecapto vingativo e medíocre que se apoderou das rédeas do partido com a cumplicidade de muitos e a complacência de outros. Deixou o partido de rastos e em cacos.

No PSMG sempre houve diversas vozes dissonantes. Sempre. A diferença entre o Partido Socialista e o Partido Comunista da Marinha Grande não é o que se passa dentro de portas. É o que transpira cá para fora. Num caso, as diferenças vividas vertem naturalmente para a rua e no outro, as dissonâncias normais em democracia são abafadas, negadas e enterradas dentro de portas.

Após a derrota de Cidália Ferreira, Nélson Araújo rasga o cartão e foge para parte incerta. Como qualquer irresponsável e vulgar canalha. O velho PS encontra-se num dilema brutal. Profundamente desgastado e doente tenta reequilibrar-se e assina um ‘memorando de entendimento’ com o +Mpm, enquanto tenta colar os cacos em que a direção anterior o tinha deixado.

Processo lento, difícil, extremamente anguloso, com lutas internas intermináveis e agudas.

Cerram-se algumas fileiras, entrincheiram-se grupos distintos, numa luta aparentemente interminável.

Como em todas as famílias, as críticas internas (a este ou àquele membro) poderão ser feitas dentro da própria família. Já quando, as mesmas são proferidas por elementos de fora do ‘agregado familiar’, normalmente estas nunca se admitem e contribuem de forma natural para que a unidade se restabeleça com relativa facilidade e rapidez.

Foi o que sucedeu. Da maneira mais improvável. O inefável presidente do município, após um período, politicamente menos bom, resolve apresentar um relatório que tinha na sua gaveta há meses sobre a gestão da única empresa municipal administrada pela presidente da comissão política concelhia do PSMG. Imediatamente se concluí que a mesma não reunia quaisquer condições para continuar a dirigir o partido, já bastante fragmentado e é convidada a defender as razões que lhe assistiam nas instâncias próprias.

Recusa fazê-lo com uma soberba e altivez típica dos fracos e dos desesperadamente agarrados a qualquer coisa a que acham ser uma forma maior ou menor de poder.

Em vez de se instalar a confusão, as diversas sensibilidades do partido, resolvem enterrar todos os machados de guerra e dedicam-se a construir um projeto uno. Ganhador. Irrepreensível e inteligente.

O partido vai a eleições internas e elege os seus melhores, agora reunidos numa só lista. Sem unanimismos estéreis e falsos, porque com um propósito apenas. Devolver o desenvolvimento e a modernidade a um dos concelhos mais talentosos do país. Em termos tecnológicos, políticos, sociais, económicos e ambientais.

Em democracia o mais normal e saudável é que se esgrimam sensibilidades, argumentos, pessoas, listas, projetos, programas e estratégias distintas.

Foi o que sucedeu.

Houve quem se disponibilizasse desde a primeira hora e dissesse presente, assim como também houve quem se manifestasse indisponível.

Volvidos intensos meses de trabalho conjunto, arrisco-me a dizer, que só uma vez assisti a tanta união e força coletiva. Exatamente nas duas primeiras eleições com Álvaro Órfão a encabeçar o projeto socialista. Nunca depois disso verifiquei o velho PSMG tão determinado a dar completamente a volta ao atual e lamentável estado a que as coisas chegaram.

Projeto naturalmente vencedor.

Campanha irrepreensível. Positiva. Agregadora e fortemente entusiasmante. Sente-se a vitória. Não do PS. Mas do futuro. No próximo dia 12, é o futuro que se vai agarrar com ambas as mãos. Toda a gente sabe que assim vai ser!

Podia escalpelizar todas e têm sido algumas, as manifestações de ódio puro e duro contra esta candidatura. O desnorte. O ressabiamento absoluto. A manifesta e total falta de isenção nos comentários de uma pessoa. Com diversos falsos perfis.

Nem os problemas de saúde de um cabeça de lista é respeitada. Os achincalhos primários nos pretensos comentários são de tal forma revoltantes, que apenas revelam a personalidade de quem os profere.

Identificada está esta personagem.

Nunca devemos dar importância a quem a não tem, só que, nunca fui de virar a cara para o lado quando nem os problemas oncológicos de um candidato são respeitados num afã profundamente odioso proferido por um sinistro tipo que se encontra assim, apenas porque, não foi escolhido para ser candidato a vice-presidente da autarquia.  

 

Isto não se revela de qualquer importância prática. Se sublinho esta forma de procedimento é apenas porque a política se reveste de uma característica peculiar. Permite evidenciar o melhor e o pior da alma humana.

Existe uma velha frase que diz: “se queres conhecer um homem, dá-lhe poder. Se o queres conhecer completamente, retira-lho!”

O doutorzinho em comunicação que agora vende uns tapetes na freguesia dos Pousos, mostrou à saciedade todo o seu desequilíbrio e ódio primário que pensa tudo poder dizer, escrever e insinuar, acobertado pelo anonimato. O anonimato a isso permite, porque recolhe os cobardes e canalhas da vida.

Tão cedo não deve entrar na sede do seu partido, porque os escroques nunca regressam a lugar nenhum.

Canalha!

O +Mpm está em desespero. Já não engana ninguém. 

O Partido Comunista debate-se com uma luta para manter dois vereadores. 

Quanto aos fascistas e garotos que compõem as suas listas, vão eleger.

Infelizmente!

PS:

Como disse a minha querida Maria e bem: "o Brito fica com os cemitérios, que é um pelouro!"

Quanto ao António José Ferreira, lamentável. Aliás, viu-se a diferença no segundo debate. E, que diferença!


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