CANALHAS.
Não aprenderam nada.
Não retiveram nem a mais ínfima memória.
Canalhas!
Porque canalhas têm sido.
Extremistas da direita ultra ortodoxa de quem se julga o povo escolhido do Deus
eterno.
Piores que eles, somos todos nós, que olhamos para o lado alegremente.
Cambada de hipócritas, temos sido todos, que nem com as lições da história
recente aprendemos.
Viva a Palestina Livre!
Viva a Liberdade!
E anda esta triste gente por cá preocupada com as celebrações do 25 de
novembro?
Sem comentários!
Ao que chegamos.
“Anton era judeu e dono de uma das padarias mais famosas
da Alemanha. Sempre que lhe perguntavam como havia sobrevivido ao Holocausto,
ele respondia com uma história que fazia todos silenciarem:
— Quer saber por que ainda estou vivo?
Quando eu era adolescente, fomos amontoados num comboio rumo
a Auschwitz. Passamos dias sem comida, sem água, sem cobertor. A neve caía sem
parar. O frio cortava como lâminas. A morte rondava cada canto daquele vagão.
Ao meu lado, um velho tremia sem cessar. Eu também estava
congelando, mas segurei suas mãos com as minhas, esfreguei seu rosto, suas
pernas, abracei-o a noite inteira. Falei com ele, implorei para que resistisse,
para que não desistisse.
Quando o sol nasceu, um choque me atravessou: todos no vagão
estavam mortos, congelados. Todos… menos nós dois. Ele sobreviveu porque eu o
mantive aquecido. E eu sobrevivi… porque tive alguém a quem aquecer.
E Anton concluía com voz firme:
“O segredo da vida está em aquecer o coração dos outros. Quem
aquece, também se aquece. Quem ajuda alguém a viver… encontra o verdadeiro
motivo para continuar vivendo.”



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